Palavras pelas quais vale a pena morrer

Hoje temos aqui no blog um post especial! Quem escreveu foi um amigo muito querido: o Dave – diretamente dos Estados Unidos! Ele é americano e está aprendendo português, mas mesmo assim ele fez questão de escrever o post todinho em português! Dave, ficamos muito tocados pelo seu esforço em escrever o post! Fizemos alguns ajustes, mas tentamos deixar da forma como você escreveu 😉

Muitas vezes ao longo da vida ouvimos palavras que nos acompanham pelo resto da vida. Essas palavras saem dos lábios de pessoas abençoadas e são repletas de sabedoria. Muitas vezes elas vêem de quem menos esperamos, porém são cheias da verdade de Deus.

Eu me lembro justamente de palavras ditas pela minha avó alguns anos antes de sua morte. Naquele dia ela me disse que sua sogra foi a pessoa que ela conheceu mais parecida com um anjo, ela amava a todos, conhecia muito bem a Bíblia, tinha vários versículos decorados, amava o próximo como ninguém, vivia sem orgulho e se sacrificando para obedecer Deus e Sua Palavra. Ela cria na salvação por meio da graça de Deus, e cultivava os frutos do Espírito Santo em seu coração e amava tanto o Senhor Jesus que só de alguém mencionar o nome do Senhor ela se emocionava.

Para continuar o post, há uma canção que me encanta muito chamada “Hallelujah what a saviour”, que é uma canção que fala dos pontos mais importantes do ministério de Cristo: o nascimento dEle, a vida sem pecado, a morte na cruz que pagou o preço da nossa redenção, o fato de que Cristo é Deus em forma humana e as boas novas de Sua volta, a verdade da ressurreição dos mortos e outras coisas. É o tipo de música que engrandece a glória de Deus! Com certeza, os corações dos cristãos se enchem da glória de Deus quando ouvem uma canção como essa.

Voltando a história da minha avó, ela me disse que nos últimos dias de vida de sua sogra, muitos familiares e amigos estavam presentes ao seu redor.

Como sabemos, normalmente quando as pessoas estão de cama em seus últimos dias, elas costumam estar muito doentes e por isso tomam medicações que servem para aliviar a sua dor, mas esse não foi o caso da sogra da minha avó.

Quando chegou o momento de sua viagem para o céu, ela olhou nos olhos dos membros da família e sorriu com paz e disse: “Que salvador!!!!!!!” antes de fechar os olhos e partir para os braços de Jesus. Foi um momento tão poderoso que quem estava presente não conseguiu se controlar e todos começaram a chorar. Todos sabiam bem que quando ela fechou os olhos sem dúvida alguma ela entrou na presença de Deus, sua vida valeu a pena! E sem dúvida esse testemunho alegra meu coração ao pensar o que  espera por nós cristãos no porvir.

Por Dave Bossenberger

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A possibilidade de passar pelo sofrimento sem sofrer

Jesus, o Cristo, passou por um sofrimento enorme e sem precedentes, desde que, antes da fundação do mundo, se esvaziou, assumindo a forma de servo (Fp 2.5-7), o que foi manifestado na cruz, por amor de nós (1Pe 1.18-20).

Jesus Cristo passou pelo sofrimento, mas, sem sofrer! Isto é, Jesus passou pelo sofrimento, mas, não conjugou o verbo sofrer.

Quando a gente conjuga o verbo sofrer, a gente traz o sofrimento para o espírito, a gente passa a se definir pelo sofrimento. A dor física e a tristeza, inerente ao sofrimento, passam a ser a identidade da gente. A vida passa a ser uma lamúria e a gente passa a se definir a partir do sofrimento por que passou ou passa, carregando-o para sempre como uma carteira que se mostra quando se quer falar de si.

Jesus nunca se permitiu a isso, diante da tristeza frente à truculência do sofrimento, e à traição e abandono dos seus alunos, ele continuava a afirmar que a sua vida ninguém tomava, ele a entregava para a reassumir (Jo 10.17,18). Era ele quem partia o pão e distribuía o cálice da nova aliança (1Co 11.23-26). Ele, e não o sofrimento a que se submeteu, é que estava como sujeito de sua história

Jesus, por causa desse protagonismo nunca negociado, pode dizer, no momento de dor e de abandono mais intensos: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lc 23.34) – a frase que sustenta o Universo.

Se Jesus tivesse conjugado o verbo sofrer, amaldiçoaria aos seus algozes e à toda a humanidade. A tentação de conjugar o verbo sofrer, de tornar o sofrimento na sua identidade foi vencida por Jesus o tempo todo; ele sempre manteve a sua identidade fundamentada em seu relacionamento com o Pai: “…sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela”(Jo 13.3,4)

Que boa notícia: a dor e a tristeza, inerentes ao sofrimento, não têm, necessariamente, de tomar o espírito e redefinir a identidade de quem passa pelo sofrimento! E, depois da queda, viver é passar pelo sofrimento, porque este foi, por nós (Gn3.17), tornado o ambiente onde toda a história se desenrola.

O mais triste, quando o sofrimento se torna a identidade da gente, é que tudo e todos passam a ser julgados ou analisados a partir do que se entende ter sofrido.

A reação da gente passa a ser, sempre, reação àquele sofrimento que sequestrou a identidade da gente, qualquer ser humano, o outro, desaparece, vira algoz ou salvador, mesmo nunca tendo participado do que sofremos, ou, mesmo que tenha sido instrumento de Deus na vida da gente algum dia, inclusive, nos ministrando ou socorrendo no momento do sofrimento. Nada mais isenta o próximo, todo mundo estará sob “júdice” , e, como disse o compositor: “Qualquer desatenção, pode ser a gota d’água.” A gente passa a gostar do martírio!

Na Paixão, Jesus, o Cristo, nos demonstra como passar pelo sofrimento mais atroz sem conjugar o verbo sofrer. Nos ensina como sofrimento algum pode nos roubar a identidade, nem tirar de nós o privilégio e a responsabilidade de ser o sujeito da nossa história. Aleluia!

Fonte: Ariovaldo Ramos

Guia para busca da felicidade plena (Parte 3 de 3)

A Verdadeira Satisfação na Vida

Necessitamos dessa mensagem. É má notícia. Mas precisamos receber as más notícias para procurarmos a cura. Podemos menosprezar o fato da vida ser vazia, podemos ocupar-nos em atividades frenéticas, podemos trombetear em alto som que estamos felizes e satisfeitos, mas não podemos escapar. Buscando sombras incontáveis ficamos cada vez mais vazios. Somente quando reconhecermos a total futilidade de todos os esforços nesta vida, nos voltaremos para aquele que pode dar o significado e a satisfação que buscamos. A vida realmente tem significado, propósito e valor quando nossa meta é servir a Deus. “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (12:13-14). Há um espaço em nossa alma que somente Deus pode ocupar, e nunca estaremos em paz até que permitamos que ele a preencha.

Esta é a mensagem de Eclesiastes. A vida é vazia, a menos que façamos de Deus nossa vida. Ele é a única meta adequada de nossa existência. Sem ele descemos no vazio e no desespero, apesar de todos os esforços para nos enchermos com o mundo. “Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (1:2).

 

Por: Gary Fisher

Guia para busca da felicidade plena (Parte 2 de 3)

Razões para as Frustrações na Vida

Há boas razões pelas quais a vida é inerentemente insatisfatória, não importa quão bem sucedidas nossas buscas possam ser.

  • Nenhuma realização. Nada realmente acontece na vida. Há uma infindável e cansativa sucessão de acontecimentos, mas não há resultado. Essa monotonia é bem ilustrada pelos ciclos naturais na terra (1:3-7). O sol se levanta, põe-se, e levanta-se novamente. Muita atividade, nenhuma mudança. O vento sopra para o norte, sopra para o sul, e sopra para o norte novamente. Muito movimento, nenhuma realização. Os rios correm para o mar, e correm para o mar, e correm para o mar. Estão em constante movimento mas jamais se esvaziam e o mar jamais se enche.
  • Não se pode mudar nada. Nunca se consegue, realmente, fazer muita diferença. As coisas vão acontecer quando acontecerem e pouco haverá que se possa fazer para mudar isso. Este é o ponto do Pregador em 3:1-8 quando ele discute como há um tempo para tudo (veja também 3:14 e 8:8). Há muitas coisas importantes sobre as quais não temos, absolutamente, nenhum domínio: o clima, as condições econômicas, a guerra, a doença, a morte, etc. É frustrante estar à mercê de forças externas.
  • Não se pode prever nada. “Porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare” (8:7). Há tantas incertezas, tantas perguntas sem respostas na vida. Podemos nos juntar a Jó ao perguntar por quê, e acompanhá-lo no passar de muitos dias agonizantes sem nenhuma resposta.
  • O mesmo destino para todos. A mesma coisa acontece aos homens bons e aos perversos. “Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo” (9:1-3). A morte é muito democrática; há uma para todos. Quanto a esta vida, a mesma coisa que acontece conosco acontece aos animais: morremos e nossa carne apodrece (3:18-21). Se a vida atual fosse tudo o que há, nosso fim seria exatamente igual ao dos animais. Que deprimente!
  • O acaso governa. “Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso” (9:11). O sucesso não está sob o nosso comando. O melhor sujeito nem sempre ganha. Às vezes a vitória é apenas uma questão de sorte.
  • Nenhuma retenção. Aqui nada é durável. Poucos anos depois que morrermos ninguém se lembrará de nós nem se importará conosco. Nosso legado será passado para alguém que não trabalhou por ele e que, conseqüentemente, não o apreciará nem usará como nós o faríamos. “Pois, tanto do sábio como do estulto, a memória não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto! … Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade” (2:16, 18-19). O empenho humano não pode ser recordado, retido ou passado a outro.
  • Nenhuma satisfação. As pessoas freqüentemente pensam, “Se tivéssemos mais um pouco, poderíamos ser felizes.” Assim conseguem um pouco mais; porém, ainda estão infelizes. As coisas desta vida nunca satisfazem; nosso vazio sempre fica mais e mais profundo. “Todo trabalho do homem é para a sua boca; e , contudo, nunca se satisfaz o seu apetite” (6:7).
  • Injustiça. A vida não é justa. Quem consegue o emprego ou a promoção? Muitas vezes é a pessoa que menos merece. Geralmente é preciso menos esforço para criar um problema do que para resolvê-lo. “Qual a mosca morta faz o ungüento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia” (10:1).
  • Velhice. Eclesiastes 12:2-8 registra uma descrição poética do envelhecimento. Em termos pitorescos, as fraquezas da velhice são descritas: as mãos trêmulas, a postura encurvada, os dentes perdidos, a visão diminuída, a audição debilitada, o sono intermitente, a voz áspera, o cabelo encanecido, o andar desajeitado, etc. Assim, se não morrermos antes, estaremos todos destinados a esse estado débil. Que deprimente!

Por: Gary Fisher

Palhaços, evangelho e igreja

Tenho que confessar algo para vocês, eu não gostava de palhaço na minha adolescência. Foi de um tempo para cá que comecei a entender e apreciar mais essa figura chamada palhaço.

O palhaço é um personagem que não se satisfaz com o momento presente, ele quer ver além da situação. Vou explicar melhor: certa vez, ouvi de um teólogo que viver é saber conviver com o sofrimento. E provavelmente ele está certo, mas o palhaço diz que a tristeza não é o fim.

Ao contrário do que muitos pensam, o palhaço não veio trazer apenas a risada, ele veio trazer alegria. E o que mais me fascina é que essa alegria ele traz às suas custas. Com um nariz vermelho e uma roupa nada convencional, ele faz de tudo para mostrar às pessoas que a alegria está bem ali do lado dela, é só ela esticar a mão e pegá-la.

Tenho visto palhaços que trabalham em hospitais e fazem de tudo para trazer mais alegria e qualidade de vida àqueles pacientes. Se for preciso, eles cantam, falam bobeira, se fazem de bobos e até se acidentam para tirar um sorriso e alcançar a árvore da alegria que está logo ali. “A felicidade é uma arvore de belos pomos, ela sempre esta onde nós a pomos, mas nunca a pomos onde nós estamos”. Vicente de Carvalho.

Deve ser por isso que fiquei tão encantado com a arquétipo do palhaço, pois ele vai ao cerne do evangelho, à felicidade do outro, mesmo que seja às próprias custas. Ao citar o principal mandamento, Jesus fala de amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Precisamos lembrar que ele estava citando o antigo testamento, mas Jesus mostrou com sua própria vida que o seu evangelho vai mais além. Ele mostrou que não é apenas amar como a si mesmo, mas sim às custas de si mesmo, se for preciso.

No filme Patch Adams, um estudante de medicina luta para transformar um hospital em um lugar mais pessoal, menos sério e carrancudo, um lugar com espírito de criança. Mas por causa disso foi perseguido, pois o hospital “deveria” ser um lugar sério onde os doutores fossem respeitados e reverenciados.

Acredito que não são só os hospitais que precisam entender a alegria que os palhaços entenderam e melhorar a qualidade de vida de quem está lá, penso que o trânsito, os escritórios, as escolas e, inclusive a igreja, precisam experimentar mais alegria.

É isso mesmo, as igrejas! Onde está escrito que a igreja precisa ser um lugar sério onde a alegria não entra? Acredito em um Deus que se alegra quando seus filhos se alegram.

Certa vez Jesus falou que “quem não for como uma criança não entrará no reino do céu”. Acredito em uma igreja mais alegre, com um espírito de criança, onde os seus membros possam encontrar refúgio espiritual, comunhão e muita alegria. Se os palhaços entenderam esta mensagem de Jesus, podemos também entender.

 

Por: Marcos Botelho

Fonte: Blog do Marcos Botelho (Portal Ultimato)

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