Mandamentos Esquecidos (1)

Se você fizer uma enquete em qualquer igreja perguntando quais eram os 12 apóstolos é muito provável que a maioria saiba de cabeça 3 ou 4, isso sem contar aqueles que respondem “Sei todos, olha só, Pedro, Mateus, Marcos, João, Lucas, Paulo, Abraão, Isaque, Jacó, Salomão, Thiago e Tomé, viu só? Falei os 12 de cabeça”.

Não vai ser lá muito diferente se você perguntar sobre os 10 mandamentos, confesso que não sei a resposta de cabeça (nunca fui bom com essas coisas rs), mas uma coisa me chamou atenção é que existem mandamentos que todo mundo sabe de cabeça mas ninguém presta atenção.

Faz um tempinho já que eu tava na cabeça de escrever uma série sobre os “Mandamentos Esquecidos”, mas não consegui concluir a lista rs, então vou publicar essa primeira parte e quando tiver a ideia de outra eu faço o próximo capítulo mas eu não sei quando vai ser rs.

Vamos começar com ….

“Não tomarás em vão o nome do Senhor teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão.” (Êxodo 20:7)

Na cultura judaica o temor com o nome de Deus e com as Escrituras é tão grande que para se ler é usado uma varinha para não se tocar naquilo que é Sagrado, quando os escribas antigos iam copiar as escrituras se purificavam para poder escrever o nome de Deus e se algum escrito saísse com defeito ele era guardado no genizah para que fosse descartado de maneira apropriada, pois de modo algum algo contendo o nome de Deus poderia ter o mesmo destino do lixo comum.

Tava lembrando esses dias de quando eu estava no primário e a tia Maroca pedia para os alunos procurarem verbetes no dicionário. Um dos maiores que eu encontrei foi “diabo”, fiquei impressionado com o número de sinônimos para ele, as pessoas parecem ter mais temor de falar o nome do diabo do que o de Deus. É um tal de “ai meu Deus” pra cá “oh Jesus” pra lá e também tem os crentes que usam “em nome de Jesus” no lugar da virgula (literalmente, é sério gente, eu já vi). Mas para mencionar o diabo usam um monte de artifícios, é o coisa-ruim, o capiroto e por aí vai, no tempo dos avós tinha até aquela pausa dramática para falar do diabo seguido de três batidas na madeira para afastar o mal.

Clique na figura para ver a charge completa (mto bom rs)
(Charge de Carlos Ruas via Um Sábado Qualquer)

Agora vamos um pouco além, eu já vi gente orar e usar “em nome de Jesus” para tudo, mas tudo mesmo, orar pra perder 3 quilinhos antes do carnaval (dieta e exercício nem pensar né?), para arrumar vaga em estacionamento de shopping em época de natal (admito que isso seja quase um milagre mesmo rs) e até para conseguir ir no banheiro (não acredita?? Clique aqui). Isso sem contar em pregações prometendo estripulias, desde conseguir marcar consulta no SUS em até 3 meses até emagrecimento instantâneo, em nome de Jesus.

Olha eu tenho que dizer uma coisa, esse negócio de que orar é falar com Deus, a Bíblia ta falando sério, tá? Temos que ter maturidade para saber o que falar com Deus, sim o véu foi rasgado, temos direto acesso a Ele mas isso não significa que podemos ficar enchendo os pacova de Deus para qualquer coisa, existem coisas que somos nós mesmo que temos que nos mexer para resolver, se quiser ir fazer cocô na casa do Pedrinho pois vá até lá (se não entendeu clique aqui).

Aproveite seu tempo de oração para se relacionar com Deus, para criar mais intimidade no seu relacionamento com Ele, para se render a Sua vontade que é boa, perfeita e agradável, porque isso sim é importante.

 

Que Deus abençoe
Lucas Lainetti

Anúncios

Em busca de Deus

Um dia, há muitos anos atrás, eu estava de pé na porta da sala, esperando meus alunos entrarem para nosso primeiro dia de aula do semestre.

Foi aí que vi Tom, pela primeira vez. Não consegui evitar que meus olhos piscassem de espanto.

Ele estava penteando seus cabelos longos e muito loiros que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros.

Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos. Acho que a moda estava apenas começando nessa época. Mesmo sabendo que o que importa não é o que está fora, mas o que vai dentro da cabeça, naquele dia eu fiquei um pouco chocado.

Imediatamente classifiquei Tom com um “E” de estranho… muito estranho!

Tommy acabou se revelando o “ateísta de plantão” do meu curso de Teologia da Fé.

Constantemente, fazia objeções ou questionava sobre a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era bastante incômodo.No fim do curso, ele se aproximou e me
perguntou,num tom ligeiramente irônico:

– O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?

Resolvi usar uma terapia de choque:
– Não, eu não acredito! -respondi.

– Ah! – ele respondeu – Pensei que era este o produto que o senhor esteve tentando nos vender nos últimos meses.

Eu deixei que ele se afastasse um pouco e falei, bem alto:

– Eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará um dia.

Ele deu de ombros e foi embora da minha sala e da minha vida.

Algum tempo depois soube que Tommy tinha se formado e, em seguida, recebi uma notícia triste: ele estava com um câncer terminal.
E antes que eu resolvesse se ia à sua procura, ele veio me ver.

Quando entrou na minha sala, percebi que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos não existiam mais, devido à quimioterapia.

Entretanto, seus olhos estavam brilhantes e sua voz era firme, bem diferente daquele garoto que conheci.

– Tommy, tenho pensado em você. Ouvi dizer que está doente! – falei.

– Ah, é verdade, estou seriamente doente.

Tenho câncer nos dois pulmões. É uma questão de semanas, agora.

– Você consegue conversar bem a esse respeito?

– Claro, o que o senhor gostaria de saber?

– Como é ter apenas vinte e quatro anos e saber que está morrendo?

– Acho que poderia ser pior.

– Como assim?

– Bem, eu poderia ter cinqüenta anos e não ter noção de valores ou ideais, ou ter sessenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais “importantes” da vida.

Lembrei-me da classificação que atribuí a ele: “E” de “estranho” (parece que as pessoas que recebem classificações desse tipo, são enviadas de volta por Deus para que eu possa repensar o assunto).

– Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo – disse Tom – foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula. (Ele se lembrava!…)

Tom continuou:  
– Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia e o senhor respondeu ‘Não’, o que me surpreendeu. Em seguida, o senhor disse, “mas Ele o encontrará”. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora na época não estivesse muito interessado no assunto.

Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que se tratava de um tumor maligno, comecei a pensar com mais seriedade sobre a idéia de procurar Deus.
E quando a doença se espalhou por outros órgãos, eu comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do
paraíso.

Mas Deus não apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período, sem sucesso? A gente fica cansado, desanimado. Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima do muro alto atrás de onde Deus poderia estar… ou não… eu desisti, simplesmente.

Decidi que de fato não estava me importando… com Deus, com uma possível vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi utilizar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa.

Pensei no senhor e nas suas aulas e me lembrei de uma coisa que o senhor havia dito noutra ocasião:

“A tristeza mais profunda, sem remédio, é passar pela vida sem amar. Mas é quase tão triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas queridas o quanto você as amou.”

Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele:

– Papai…eu disse.

– Sim, o que é? – ele perguntou, sem baixar o jornal.

– Papai, eu gostaria de conversar com você.

– Então fale.

– É um assunto muito importante!

O jornal desceu alguns centímetros, vagarosamente.

– O que é?

– Papai, eu o amo muito. Só queria que você soubesse disso.

O jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu jamais havia visto: Ele chorou e me abraçou com força e conversamos durante toda à noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte.

Foi tão bom poder me sentar junto do meu pai, conversar, ver suas lágrimas, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava!…

Foi uma emoção indescritível!

Foi mais fácil com minha mãe e com meu irmão mais novo. Eles choraram também e nós nos abraçamos e falamos coisas realmente boas uns para os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido em segredo por tantos anos, e que era tão bom partilhar. Só lamentei uma coisa: que eu tivesse desperdiçado tanto tempo, me privando de momentos tão especiais. Naquela hora eu estava apenas começando a me abrir com as pessoas que amava.

Então, um dia, eu olhei, e lá estava ELE.

Ele não veio ao meu encontro quando lhe implorei.

Acredito que estava agindo como um domador de animais que, segurando um chicote, diz: – Vamos, pule! Eu lhe dou três dias.. três semanas… Parece que Deus não se deixa impressionar.

Ele age a Seu modo e a Seu tempo.

Mas o que importa é que Ele estava lá. Ele me encontrou… O senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele.

Tommy – eu disse, bastante comovido – o que você está dizendo é muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar.

Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira certa de encontrar Deus, não é fazendo Dele um bem pessoal, uma solução para os nossos problemas ou um consolo em tempos difíceis, mas sim se tornando disponível para o verdadeiro Amor. O apóstolo José disse isto: “Deus é Amor e aquele que vive no Amor, vive com Deus e Deus vive com ele”.

– Tom, posso pedir-lhe um favor? Você sabe que me deu bastante trabalho quando foi meu aluno. Mas (aos risos) agora você pode me compensar por aquilo.

Você viria à minha aula de Teologia da Fé e contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar? Se eu lhes contasse não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles!

– Oooh!… eu me preparei para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar seus alunos.

– Então, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim.

Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria com a minha turma. Ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então marcamos uma data. Mas, o dia chegou… e ele não pode ir. Ele tinha outro encontro, muito mais importante do que aquele.

Ele se foi… Tom havia dado o grande passo para a verdadeira realidade. Ele foi ao encontro de uma nova vida e de novos desafios.

Antes de ele morrer, ainda conversamos uma vez.

– Não vou ter condições de falar com sua turma. – ele disse.

– Eu sei, Tom.

– O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria… com todo mundo por mim?

– Vou falar, Tom. Vou falar com todo mundo.Vou fazer o melhor que puder.

Portanto, a todos vocês que foram pacientes, lendo esta declaração de amor tão sincero, obrigado por fazê-lo.

E a você Tommy, onde quer que esteja, aí está: eu falei com todo mundo… do melhor modo que consegui. E espero que as pessoas que tiveram conhecimento desta história, possam contá-la aos seus amigos, para que mais gente possa conhecê-la…”

Esta é uma história verídica, narrada por John Powell, S.J., professor de Teologia da Fé, da Loyola University de Chicago, EUA.

Deus ainda fala com as pessoas?

Um jovem espiritualista foi para o estudo da Bíblia na residência de um casal amigo. Era noite de quinta-feira. O casal dividiu o estudo entre ouvir a Deus e obedecer a palavra do Senhor. O jovem não pode deixar de querer saber se “Deus ainda fala com as pessoas?”.

Após o estudo, ele saiu para um café com os amigos que estavam na reunião familiar e eles discutiram mais um pouco sobre mensagem da noite. De formas diversas eles falaram como Deus tinha conduzido suas vidas de maneiras diferentes.

Era aproximadamente 22 horas quando o jovem se despediu dos amigos e começou a dirigir-se para casa. Sentado no seu carro, ele começou a pedir: “Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo. Eu irei ouví-lo. Farei tudo para obedecê-lo”.

Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho, como se uma voz falasse dentro de sua cabeça: “Pare e compre um galão de leite”. Ele balançou a cabeça e falou alto: “Deus, é o Senhor?”. Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa.

Porém, novamente, surgiu o pensamento: “Compre um galão de leite”.
O jovem pensou em Samuel e como ele não reconheceu a voz de Deus, e como Samuel correu para Ele. “Muito bem, Deus! No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite”. Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil.
Ele poderia também usar o leite. O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa.

Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido “Vire naquela rua”. Isso é loucura, pensou e, passou direto pelo retorno. Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua. No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua. Meio brincalhão, ele falou alto:

“Muito bem, Deus. Eu farei”. Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar. Ele brecou e olhou em volta. Era uma área misto de comércio e residência. Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança. Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estavam escuras, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro lado que estava acesa.

Novamente, ele sentiu algo, “Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua”. O jovem olhou a casa. Ele começou a abrir a porta, mas voltou a sentar-se. “Senhor, isso é loucura. Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?”. Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite.

Finalmente, ele abriu a porta, “Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas. Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem. Eu quero ser obediente. Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem imediatamente, eu vou embora daqui”.

Ele atravessou a rua e tocou a campainha. Ele pôde ouvir uma barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança. A voz de um homem soou alto:

“Quem está aí? O que você quer?”. A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir. Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta. Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.

“O que é? “. O jovem entregou-lhe o galão de leite.

“Comprei isto para vocês”. O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto. Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha. O homem seguia-a segurando no braços uma criança que chorava.

Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando:
“Nós oramos. Tínhamos muitos contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado. Não tínhamos mais leite para o nosso bebê. Apenas rezei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite”.

Sua esposa gritou lá da cozinha:
“Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco… Você é um anjo?
O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocou-o nas mãos do homem. Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face.

Ele experimentou que Deus ainda responde aos pedidos justos e verdadeiros.

Eu acredito em milagres!

Por: Ed René Kivitz

De vez em quando alguém me pergunta se, afinal de contas, eu acredito ou não em milagres. Minha resposta é sempre a mesma, e enfática: claro que acredito em milagres. É inadmissível e absolutamente incoerente um cristão não acreditar em milagres. A questão não é acreditar ou não, mas como acreditar. Isto é, a discussão é a respeito do volume (muito ou pouco), da dinâmica (como acontece) e do propósito (por que acontece) do milagre.

A respeito do volume, acredito que os milagres não ocorrem sempre na mesma proporção em todo tempo e lugar. A história, bíblica e também da igreja, demonstra claramente períodos e contextos de maior frequência de milagres, como, por exemplo, a época de Moisés, de Elias, de Jesus e dos apóstolos. Os profetas protagonizaram poucos milagres, e João Batista, que, segundo Jesus, foi o maior dos nascidos de mulher, não realizou um milagre sequer. Também é claro que os períodos chamados de “reavivamento da igreja” são mais pródigos em milagres que o dia-a-dia comum da igreja.

Quanto à dinâmica do milagre, geralmente se crê que quanto mais cheia do Espírito Santo é uma pessoa, mais milagres será capaz de fazer. O Novo Testamento, entretanto, ensina que o milagre não é questão de plenitude do Espírito, mas de dom do Espírito. A plenitude (estar sob plena influência) do Espírito resulta na experiência do fruto do Espírito, isto é, o caráter e as virtudes de Cristo em nós, e isso é universal: toda pessoa pode experimentar. O milagre é questão de dom do Espírito, quando o Espírito Santo usa alguém para realizar algum feito extraordinário, e isso é particular, pois o Espírito usa pessoas diferentes de maneiras diferentes. Os cristãos de Corinto, por exemplo, não estavam na plenitude do Espírito, mas mesmo assim foram usados pelo Espírito para muitos sinais e milagres, isto é, nenhum dom espiritual lhes faltava.

Finalmente, em relação ao propósito dos milagres, também a Bíblia deixa claro que não se destinam ao conforto ou solução de problemas de qualquer pessoa em particular, mas sim às finalidades de Deus que soberanamente se manifesta e se revela para sinalizar seu reino (sua presença entre nós: Deus está aqui) e atrair glória para o seu nome (sua singularidade entre nós: não há outro Deus). Os milagres existem por causa de Deus, que quer demonstrar seu amor por todos, sem exceções, preferências ou méritos de quem quer que seja abençoado por sua graça.

Eu acredito em milagres. Acredito que Deus é um Deus de milagres. Mas não acredito que o milagre seja a regra a pautar o viver digno diante de Deus e dos homens. O caminho do Deus de poder é o amor. Mais pleno de Deus não é aquele que mais experimenta ou mais protagoniza milagres, mas aquele que ama, sendo capaz de enfrentar o mal, onde quer que se manifeste, e fazer o bem a todos.

Assim nos ensina o Novo Testamento: “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”. 

%d blogueiros gostam disto: