Jesus: Caminho a se percorrer

Esses dias ouvi a pregação do Ed René Kivitz do dia 30/01/2011 chamada “O significado do Batismo” em que entre outras coisas ele falou sobre o relacionamento do cristão com o pecado, e uma das frases que ele falou que eu mais gostei foi:

“Quem encontrou a graça de Deus não parou de pecar imediatamente, mas quem
encontrou a graça de Deus já não peca como pecava antigamente.”

Ai fiquei pensando… Sabe, tenho a impressão que muitos vêem Jesus como uma porta, você passa por Ele e pronto, automaticamente você vira uma pessoa perfeita, sem defeitos, sem problemas, passa a viver automaticamente num mundo cor de rosa! Na minha opinião esse tipo de pensamento/atitude faz com que as pessoas a volta se sintam mal, por que dá a impressão “que só com elas não foi assim”. Digo isso, por que pelo menos no início da minha conversão foi assim, eu tinha minhas lutas internas, e as pessoas a minha volta pareciam tão perfeitas que muitas vezes eu não tinha coragem de dividir com elas o que estava se passando dentro de mim, por que a impressão que eu tinha é que só comigo acontecia aquele tipo de coisa, e então ficava passando pela minha mente as mais diversas coisas: “que eu não tinha me convertido de verdade”, “que talvez eu não tivesse sido escolhida” e os mais diversos absurdos… Sendo que na verdade, o que vemos na Bíblia é que Jesus é o caminho:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” João 14:6

Ou seja, Jesus é o caminho que percorremos ao longo da nossa vida para chegarmos a Deus, e através desse caminho crescemos um pouco a cada dia, nesse caminho vemos como Ele agia quando estava aqui na terra e aprendemos como devemos agir, seja no sentido espiritual (a forma como Ele se relacionava com Deus), seja na forma de relacionamentos com as outras pessoas… enfim, ao olharmos a Bíblia podemos nos espelhar para qualquer situação que estejamos vivendo. E como sabemos muito bem, infelizmente vamos continuar pecando, pois infelizmente a nossa a natureza é essa. Mas não podemos desanimar, pois a misericórdia de Deus está ao nosso lado! E concordando com o que o Ed René disse, por mais que tenhamos a natureza pecadora já não pecamos mais como pecávamos, pois o Espírito Santo habita em nós e nos incomoda, não permitindo que sejamos mais as mesmas pessoas, mas permitindo com que Sua graça e misericórdia transborde sobre nós pecadores!!

Guia para busca da felicidade plena (Parte 3 de 3)

A Verdadeira Satisfação na Vida

Necessitamos dessa mensagem. É má notícia. Mas precisamos receber as más notícias para procurarmos a cura. Podemos menosprezar o fato da vida ser vazia, podemos ocupar-nos em atividades frenéticas, podemos trombetear em alto som que estamos felizes e satisfeitos, mas não podemos escapar. Buscando sombras incontáveis ficamos cada vez mais vazios. Somente quando reconhecermos a total futilidade de todos os esforços nesta vida, nos voltaremos para aquele que pode dar o significado e a satisfação que buscamos. A vida realmente tem significado, propósito e valor quando nossa meta é servir a Deus. “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (12:13-14). Há um espaço em nossa alma que somente Deus pode ocupar, e nunca estaremos em paz até que permitamos que ele a preencha.

Esta é a mensagem de Eclesiastes. A vida é vazia, a menos que façamos de Deus nossa vida. Ele é a única meta adequada de nossa existência. Sem ele descemos no vazio e no desespero, apesar de todos os esforços para nos enchermos com o mundo. “Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (1:2).

 

Por: Gary Fisher

Guia para busca da felicidade plena (Parte 1 de 3)

Você já tentou pegar a fumaça do escapamento de um carro ou ônibus? Parece bem substancial, mas quando você tenta agarrá-la, percebe-se que não apanhou nada. A vida é assim. Parece impressionante, mas quando você para e a analisa, não há nada durável ou satisfatório nela. É vazia.

O livro de Eclesiastes registra a busca de Salomão por significado e propósito na vida. Ele buscava valor real em diferentes áreas, mas o resultado final era deprimente. “Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (1:2). “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol” (2:11). Ele achava a vida vazia e sem significado. Ele disse que era como caçar o vento: nunca se consegue pegá-lo. Estaremos constantemente frustrados se procurarmos ganhar algo na vida que não está nela. Quando reconhecemos que a vida é vazia, somos libertados para buscar seu verdadeiro significado fora desta existência temporal, e então encontramos o significado e propósito verdadeiro.

Eclesiastes contém quatro pensamentos básicos:

  1. A busca do Pregador por valor real na vida; ele concluiu que tudo é vaidade.
  2. Razões para as frustrações na vida.
  3. Alguns modos melhores para viver a vida apesar dela ser vazia.
  4. A única satisfação que há para um homem.

O escritor buscou significado em muitas áreas.

  • Ele tentou a sabedoria: “Disse comigo: eis que me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; com efeito, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é correr atrás do vento. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza” (1:16-18). Com o aumento da sabedoria veio o aumento da dor, porque maior percepção do mundo leva a maior frustração com as coisas tortas do mundo que não podem ser retificadas.
  • Ele buscou prazer: “Disse comigo: vamos! Eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade; mas também isso era vaidade. Do riso disse: é loucura; e da alegria: de que serve?” (2:1-2).
  • Ele procurou significado no uso moderado de álcool: “Resolvi no meu coração dar-me ao vinho, regendo-me, contudo, pela sabedoria, e entregar-me à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida” (2:3).
  • Ele tentou satisfazer-se com grandes realizações: “Empreendi grandes obras; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. Fiz jardins e pomares para mim e nestes plantei árvores frutíferas de toda espécie. Fiz para mim açudes, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores” (2:4-6).
  • Ele comprou escravos: Comprei servos e servas e tive servos nascidos em casa” (2:7).
  • Ele acumulou grande riqueza: “Também possuí bois e ovelhas, mais do que possuíram todos os que antes de mim viveram em Jerusalém. Amontoei também para mim prata e ouro e tesouros de reis e de províncias” (2:7-8).
  • Ele buscou divertimento e prazer sexual: “Provi-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres” (2:8).
  • Ele também observou o resultado da busca por popularidade (veja 4:13-16). Depois dessa análise detalhada, qual foi a conclusão final? “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol” (2:11). Não havia satisfação em nenhuma destas buscas.

Por: Gary Fisher

Palhaços, evangelho e igreja

Tenho que confessar algo para vocês, eu não gostava de palhaço na minha adolescência. Foi de um tempo para cá que comecei a entender e apreciar mais essa figura chamada palhaço.

O palhaço é um personagem que não se satisfaz com o momento presente, ele quer ver além da situação. Vou explicar melhor: certa vez, ouvi de um teólogo que viver é saber conviver com o sofrimento. E provavelmente ele está certo, mas o palhaço diz que a tristeza não é o fim.

Ao contrário do que muitos pensam, o palhaço não veio trazer apenas a risada, ele veio trazer alegria. E o que mais me fascina é que essa alegria ele traz às suas custas. Com um nariz vermelho e uma roupa nada convencional, ele faz de tudo para mostrar às pessoas que a alegria está bem ali do lado dela, é só ela esticar a mão e pegá-la.

Tenho visto palhaços que trabalham em hospitais e fazem de tudo para trazer mais alegria e qualidade de vida àqueles pacientes. Se for preciso, eles cantam, falam bobeira, se fazem de bobos e até se acidentam para tirar um sorriso e alcançar a árvore da alegria que está logo ali. “A felicidade é uma arvore de belos pomos, ela sempre esta onde nós a pomos, mas nunca a pomos onde nós estamos”. Vicente de Carvalho.

Deve ser por isso que fiquei tão encantado com a arquétipo do palhaço, pois ele vai ao cerne do evangelho, à felicidade do outro, mesmo que seja às próprias custas. Ao citar o principal mandamento, Jesus fala de amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Precisamos lembrar que ele estava citando o antigo testamento, mas Jesus mostrou com sua própria vida que o seu evangelho vai mais além. Ele mostrou que não é apenas amar como a si mesmo, mas sim às custas de si mesmo, se for preciso.

No filme Patch Adams, um estudante de medicina luta para transformar um hospital em um lugar mais pessoal, menos sério e carrancudo, um lugar com espírito de criança. Mas por causa disso foi perseguido, pois o hospital “deveria” ser um lugar sério onde os doutores fossem respeitados e reverenciados.

Acredito que não são só os hospitais que precisam entender a alegria que os palhaços entenderam e melhorar a qualidade de vida de quem está lá, penso que o trânsito, os escritórios, as escolas e, inclusive a igreja, precisam experimentar mais alegria.

É isso mesmo, as igrejas! Onde está escrito que a igreja precisa ser um lugar sério onde a alegria não entra? Acredito em um Deus que se alegra quando seus filhos se alegram.

Certa vez Jesus falou que “quem não for como uma criança não entrará no reino do céu”. Acredito em uma igreja mais alegre, com um espírito de criança, onde os seus membros possam encontrar refúgio espiritual, comunhão e muita alegria. Se os palhaços entenderam esta mensagem de Jesus, podemos também entender.

 

Por: Marcos Botelho

Fonte: Blog do Marcos Botelho (Portal Ultimato)

“Todo Mundo Quer ir Para o Céu, Mas Ninguém Quer Morrer”

“Eu achei que a eternidade iria ser maravilhosa …
mas eu continuo não tendo tempo para fazer tudo!”

“O problema de vocês ocidentais cristãos é que vocês têm milhões de jovens querendo viver… Nós, ao contrário, temos milhões de jovens querendo morrer!”. Osama Bin Laden.

Inicialmente fiquei chocado com a frase, pois, a primeira vista, ela não me fez muito sentido. Ao depois, entretanto, quando minhas categorias político-filosóficas-religiosas entraram em ação, aí sim, compreendi o que o famoso terrorista da rede Al Qaeda quis dizer.

O fundamentalismo religioso não é regalia dos Mulçumanos. Pelo contrário, quem conhece um pouco mais a fundo a Religião Islâmica sabe que a proposta é totalmente diferente do estigma criado, sobretudo depois do 11 de setembro de 2001, com os ataques as Torres do World Trade Center.

Deixemos os idealismos de lado… Fundamentalismo existe em qualquer religião. Entre os evangélicos, então, o que dizer? Quer mais ortodoxia e aberrações do que temos em nossas “denominações”? Quer mais manipulação e catarse emocional do que em certos “cultos”. Quer mais espoliação e pressão psicológica na pregação de determinadas “doutrinas”? Ora, quem não conhece “o jogo” é que fica de tolo, mas a gente já está nisto há muito tempo para ser ludibriado…

A frase do Osama choca-nos não porque saibamos que há um exército de meninos e meninas sendo treinados para fins perversos, que não consegue discernir o tamanho da maldade da qual eles se tornaram vítimas, pois tiveram suas consciências cauterizadas pela “palavra” e pela subversão da “religião”. O que surpreende é o desejo dessa gente de sacrificar a própria vida em função de algo no qual eles crêem, de imaginar estar sendo usado para cumprir um propósito divino, agradar a “deus”, ser a “vara de seu juízo” na Terra.

Nietzsche disse certa vez “no ocidente não há ninguém mais disposto a morrer, seja por um deus, pela pátria ou pela família”. De fato, ele estava mais do que certo. Nós somos a sociedade dos que querem apenas ganhar, jamais perder, muito menos a vida! A saudosa banda Blitz, sucesso da década de 1980, dizia em sua canção: “todo mundo quer ir pro céu mais ninguém quer morrer”.

“porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro… E já não sei o que escolher!… desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor; contudo, é mais necessário, por causa de vocês, que eu permaneça no corpo… para o seu progresso e alegria na fé”. Fp. 1:21-25

Na perspectiva do cristianismo, morrer é um prêmio, uma coroa, a consagração de uma vida, mas morrer está relacionado a nascer, não a extinguir-se, é a partida que nos leva a encontrar o propósito para o qual fomos criados. Quem morre deixa o não-ser para tornar-se ser de fato.

Mas Paulo, que desejava ardentemente morrer, pois queria estar com Jesus, entende que viver tem um propósito: edificar e ensinar a outros, abençoá-los, servi-los, amá-los, doar-se para que eles possam encontrar o significado de existir. Assim é o Evangelho. A vida do discípulo só ganha singularidade quando se desdobra na direção do outro, quando o próximo torna-se mais importante que sua própria vida, pois sacrificar sonhos e planos em prol de alguém é prazer e privilégio.

Bin Laden está recrutando jovens para morrer. É triste, mas fato. E nós? Quantos jovens temos dispostos a morrer pela causa do Reino de Deus? Não estou falando em se amarrar a toneladas de dinamites ou de detonar um carro em frente ao um mercado público. Estou falando em entender que a fé cristã deveria nos levar a buscar da vida mais do que sucesso profissional, dinheiro no bolso, alegria, festa, riso, namoros e curtição. Nossos jovens não têm referências. Bem disse Cazuza: “meus heróis morreram de overdose”.

Tenho pena dos jovens de hoje… Rebeldes sem causa, mesmo… São, em sua grande maioria, alienados, fúteis, frívolos, superficiais, dessignificados, vazios, insensatos, desafeiçoados, insensíveis, desencontrados de si mesmos. Mas com tristeza, admito: eles tiveram a quem puxar; tiveram excelentes fontes de referência para ser o que são: nós. Eu e você…

 

Autor: Carlos Moreira

Fonte: Genizah Virtual

Nas palavras de Martin Luter King “Um homem que não sabe pelo que está disposto a morrer, não está preparado para viver”, oro para que Deus amoleça o meu coração pela causa de Cristo e que meu espelho seja sempre Ele que se dispôs a morrer por nossa salvação, oro para sempre estar disposto a morrer pela causa de Cristo Jesus.

 

“Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará.” (Marcos 8:35)

Que Deus abençoe

Lucas Lainetti

 

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