Por que estou vivo?

Sempre fiquei me perguntando constantemente porque eu faço determinadas coisas, mesmo aquelas que fazem meu coração disparar e se alegrar ( como jogar futebol ) como aquelas também que eu faço só por fazer, talvez por ser parte de um grande sistema ou talvez por ser uma obrigação da sociedade ou dos meus pais. Por que estudar? Por que trabahar? Por que fazer isso ou aquilo se tanto isso como aquilo não são tão importantes? Como cristão, será que a gente não deveria viver uma vida que só fizesse coisas que realmente importam e são eternas? Coisas duradoras; permanentes, gloriosas?

Boas perguntas.
Sim, eu confesso que realmente pensava que o caminho deveria ser esse de cima. Mas na minha opinião, não é. Porque nada nessa vida é sem sentido quando Deus é levado em conta. E quando Deus é levado em conta tudo recebe um toque diferente.

Vivemos por algo maior, algo mais duradouro, algo mais poderoso, algo mais eterno, a saber, Deus. Essa é razão maior de tudo. Não estamos aqui para trabalhar, não estamos vivos para estudar, não estamos em pé para fazer amigos, não estamos vivos para desfrutar somente da vida. Façamos o que façamos, pensemos o que pensemos, estamos aqui por esse motivo:

“De longe tragam os meus filhos, e dos confins da terra as minhas filhas; [ … ] a quem crie para minha glória…” ( Is 43:6,7).
Estamos aqui para glória de Deus. Em outras palavras, estamos aqui para estudar, trabalhar, viver, fazer amigos, rir, conversar, contar piadas, jantar em família, soltar um pum ( não ri, não, é sério), comer, dançar, cantar, ler C. S. Lewis e tantas outras coisas PARA GLÓRIA DE DEUS. Sim, podemos fazer tudo isso para glória de Deus, porque a palavra mesmo diz: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” ( 1 Co 10:31). Então, por mais sem sentido que uma atividade possa parecer, mesmo assim ela não precisa ser sem propósito, porque sabemos que estamos, no final das contas, fazendo isso ou aquilo para que Deus seja mais glorificado nas nossas vidas e para que as pessoas vejam que existe um Deus verdadeiro e esse Deus é, de fato, glorioso a tal ponto de tornar todas as nossas simpes atividades e afazares e lazeres em algo tão relevante, tão espetacular.

E o melhor de tudo, Deus não está esperando de você total perfeição, Ele espera total dedicação – que siginifica que você deve levar a sério o fato de viver para glória dEle. As vezes, não seremos bons em determinadas coisas, por exemplo nos estudos. Mas todos nós sabemos, de uma forma ou de outra, que o que toca as pessoas de forma mais profunda do que qualquer outra coisa é a humildade de reconhecer que nós não somos tão bons assim e que precisamos nos dedicar mais, nos esforçar mais, além do interresse genuíno nelas. Quando as pessoas percebem esses três elementos ( humildade e esforço e interresse ), ganhamos o espaço para tocar seus corações. Não precisamos ser os melhores alunos, precisamos apenas levar a sério o viver para glória de Deus. Notas máximas não contam tanto como notas boas que foram tiradas mediante trabalho pesado, enquanto não nos esquecíamos das pessoas ao nosso lado e que devemos viver para glória de Deus mediante tudo isso. Porque as vezes, um 8 é o 10 de Deus e um 10 é o 6 de Deus. Já pensou sobre isso? Os fariseus tirariam sempre 10 nas provas, mas Jesus diria sem dúvida alguma que eles estavam tirando notas muito baixas diante de Deus.

Mas a verdade de viver para glória de Deus não é algo fácil, mas não é algo torturante. Se estamos fracos, devemos correr para Deus assim como um celular correria para seu carregador quando visse que sua bateria estava acabando. Mt 11:28 – 30 deixa isso bem claro. Mas também não quero dizer que não há sofrimento e momentos dificeis. Não é nada disso. Há lágrimas e sorrisos, mas nunca desespero e tormento como deixa claro 2 Co 4.

Portanto, uma razão para se viver, a maior de todas elas, é viver para glória de Deus e viver fazendo tudo – trocar pneus, comprar um relógio novo, estudar, viajar, comer uma pão de queijo, tomar um “mate-coro”, ler livros, trabalhar as vezes onde não nos sentimos tão bem – tudo isso deve ser feito para glória de Deus, lembrando sempre que vivendo assim pessoas serão tocadas para conhecer esse Deus glorioso que dá propósito a tudo.

Concluo dizendo o seguinte: nada é sem propósito quando Deus é levado em conta. E quando Deus é levado em conta Ele toca tudo de forma gloriosa. E nós sorrimos, porque não há outro jeito melhor para se viver. Essa é uma razão para se viver, a maior de todas elas. Assim, nada que façamos será sem sentido, porque o nosso propósito está além das coisas que vemos. Então, faça tudo que uma pessoa normal faria (as coisas certas) sem sentir peso na consciência de estar vivendo para coisas triviais, porque você não estará. Tudo é para glória de Deus; tudo é para que Ele seja conhecido; tudo é para que as pessoas vejam a Deus através da sua vida como Deus glorioso que dá propósito a tudo.

Por que eu estou vivo?

Não preciso mais temer a pergunta, porque tenho uma boa resposta. E você?

Com amor e alegria,

Via: F. P. Mastrillo

Anúncios

Desfrutando a vida – Parte Final

3. Faça festa (tenha postura para viver, celebre!)
Celebre! Na vida passamos por tantas situações complicadas e vemos outras tantas que como comentamos no PG lá no acampamento, acabamos dando mais valor a essas coisas do que as coisas boas, que tal tentarmos faz o contrário?

4. Desfrute a vida com as pessoas que ama.
Complementando os tópicos anteriores, as situações importantes da sua vida fariam o mesmo sentido se você as tivesse vivido sozinho?

5. Diga mais sim do que não (faça as coisas por inteiro)
Já aconteceu com você de estar totalmente desanimado de ir há algum lugar e acabar indo, e chegando lá ter um tempo maravilhoso? Acho que devemos estar abertos as surpresas da vida 😉

6. Deus já se agradou do que você fez, confie na bondade dEle.
Devido a formação que a maioria de nós teve ao longo da vida, quando fazemos alguma coisa, sempre temos um peso de que não que não é bom o suficiente, de que Deus não se agradou de nós, sendo que a verdade é o contrário, a misericórdia de Deus é infinita e Ele está sempre “torcendo” por nós, a única coisa que não o agrade é a falta de ética.

Continuo falando sobre o acampamento na semana que vem! Um ótimo final de semana a todos!

Deus abençoe vcs!

Júlia

Desfrutando a vida – Parte 1

“Assim, descobri que o melhor e o que vale a pena é comer, beber, e desfrutar o resultado de todo o esforço que se faz debaixo do sol durante os poucos dias de vida que Deus dá ao homem, pois essa é a sua recompensa.” Eclesiastes 5:18

“Por isso recomendo que se desfrute a vida, porque debaixo do sol não há nada melhor para o homem do que comer, beber e alegrar-se. Sejam esses os seus companheiros no seu duro trabalho durante todos os dias da vida que Deus lhe der debaixo do sol!” Eclesiastes 8:15

“Quem está entre os vivos tem esperança; até um cachorro vivo é melhor do que um leão morto!” Eclesiastes 9:4

Depois desse primeiro culto do acampamento, todo mundo ficou meio atormentado… Por que isso faz pensarmos em tantas coisas de fato sem sentido que acontecem a nossa volta! Arrisco dizer, que mexe com a nossa esperança e faz com que a gente dê uma desanimada… Mas a noite, o Ed nos trouxe esses versículos que coloquei acima e nos deu seis conselhos que vou colocar aqui em baixo.

1. Escolha viver!
O que é escolher viver? Podemos ter uma postura positiva ou negativa em nossa vida, ao termos uma postura positiva, estamos escolhendo a vida, a felicidade!

2. Desfrute do que é efêmero (ser efêmero não significa que é vazio de valor)
Ao fechar os olhos e pensar nos momentos de sua vida, quais foram os melhores momentos, aqueles que você lembra com mais carinho? Um sorvete com uma amiga, uma pizza com a turma, uma tarde não programada que você ficou horas conversando com alguém especial? Uma coisa que acho é que de fato é isso que faz a vida ter sentido e dá mais cor aos nossos dias.

Continuo amanhã!

Deus abençoe vcs!

Júlia

Guia para busca da felicidade plena (Parte 2 de 3)

Razões para as Frustrações na Vida

Há boas razões pelas quais a vida é inerentemente insatisfatória, não importa quão bem sucedidas nossas buscas possam ser.

  • Nenhuma realização. Nada realmente acontece na vida. Há uma infindável e cansativa sucessão de acontecimentos, mas não há resultado. Essa monotonia é bem ilustrada pelos ciclos naturais na terra (1:3-7). O sol se levanta, põe-se, e levanta-se novamente. Muita atividade, nenhuma mudança. O vento sopra para o norte, sopra para o sul, e sopra para o norte novamente. Muito movimento, nenhuma realização. Os rios correm para o mar, e correm para o mar, e correm para o mar. Estão em constante movimento mas jamais se esvaziam e o mar jamais se enche.
  • Não se pode mudar nada. Nunca se consegue, realmente, fazer muita diferença. As coisas vão acontecer quando acontecerem e pouco haverá que se possa fazer para mudar isso. Este é o ponto do Pregador em 3:1-8 quando ele discute como há um tempo para tudo (veja também 3:14 e 8:8). Há muitas coisas importantes sobre as quais não temos, absolutamente, nenhum domínio: o clima, as condições econômicas, a guerra, a doença, a morte, etc. É frustrante estar à mercê de forças externas.
  • Não se pode prever nada. “Porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare” (8:7). Há tantas incertezas, tantas perguntas sem respostas na vida. Podemos nos juntar a Jó ao perguntar por quê, e acompanhá-lo no passar de muitos dias agonizantes sem nenhuma resposta.
  • O mesmo destino para todos. A mesma coisa acontece aos homens bons e aos perversos. “Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo” (9:1-3). A morte é muito democrática; há uma para todos. Quanto a esta vida, a mesma coisa que acontece conosco acontece aos animais: morremos e nossa carne apodrece (3:18-21). Se a vida atual fosse tudo o que há, nosso fim seria exatamente igual ao dos animais. Que deprimente!
  • O acaso governa. “Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso” (9:11). O sucesso não está sob o nosso comando. O melhor sujeito nem sempre ganha. Às vezes a vitória é apenas uma questão de sorte.
  • Nenhuma retenção. Aqui nada é durável. Poucos anos depois que morrermos ninguém se lembrará de nós nem se importará conosco. Nosso legado será passado para alguém que não trabalhou por ele e que, conseqüentemente, não o apreciará nem usará como nós o faríamos. “Pois, tanto do sábio como do estulto, a memória não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto! … Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade” (2:16, 18-19). O empenho humano não pode ser recordado, retido ou passado a outro.
  • Nenhuma satisfação. As pessoas freqüentemente pensam, “Se tivéssemos mais um pouco, poderíamos ser felizes.” Assim conseguem um pouco mais; porém, ainda estão infelizes. As coisas desta vida nunca satisfazem; nosso vazio sempre fica mais e mais profundo. “Todo trabalho do homem é para a sua boca; e , contudo, nunca se satisfaz o seu apetite” (6:7).
  • Injustiça. A vida não é justa. Quem consegue o emprego ou a promoção? Muitas vezes é a pessoa que menos merece. Geralmente é preciso menos esforço para criar um problema do que para resolvê-lo. “Qual a mosca morta faz o ungüento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia” (10:1).
  • Velhice. Eclesiastes 12:2-8 registra uma descrição poética do envelhecimento. Em termos pitorescos, as fraquezas da velhice são descritas: as mãos trêmulas, a postura encurvada, os dentes perdidos, a visão diminuída, a audição debilitada, o sono intermitente, a voz áspera, o cabelo encanecido, o andar desajeitado, etc. Assim, se não morrermos antes, estaremos todos destinados a esse estado débil. Que deprimente!

Por: Gary Fisher

Guia para busca da felicidade plena (Parte 1 de 3)

Você já tentou pegar a fumaça do escapamento de um carro ou ônibus? Parece bem substancial, mas quando você tenta agarrá-la, percebe-se que não apanhou nada. A vida é assim. Parece impressionante, mas quando você para e a analisa, não há nada durável ou satisfatório nela. É vazia.

O livro de Eclesiastes registra a busca de Salomão por significado e propósito na vida. Ele buscava valor real em diferentes áreas, mas o resultado final era deprimente. “Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (1:2). “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol” (2:11). Ele achava a vida vazia e sem significado. Ele disse que era como caçar o vento: nunca se consegue pegá-lo. Estaremos constantemente frustrados se procurarmos ganhar algo na vida que não está nela. Quando reconhecemos que a vida é vazia, somos libertados para buscar seu verdadeiro significado fora desta existência temporal, e então encontramos o significado e propósito verdadeiro.

Eclesiastes contém quatro pensamentos básicos:

  1. A busca do Pregador por valor real na vida; ele concluiu que tudo é vaidade.
  2. Razões para as frustrações na vida.
  3. Alguns modos melhores para viver a vida apesar dela ser vazia.
  4. A única satisfação que há para um homem.

O escritor buscou significado em muitas áreas.

  • Ele tentou a sabedoria: “Disse comigo: eis que me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; com efeito, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é correr atrás do vento. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza” (1:16-18). Com o aumento da sabedoria veio o aumento da dor, porque maior percepção do mundo leva a maior frustração com as coisas tortas do mundo que não podem ser retificadas.
  • Ele buscou prazer: “Disse comigo: vamos! Eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade; mas também isso era vaidade. Do riso disse: é loucura; e da alegria: de que serve?” (2:1-2).
  • Ele procurou significado no uso moderado de álcool: “Resolvi no meu coração dar-me ao vinho, regendo-me, contudo, pela sabedoria, e entregar-me à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida” (2:3).
  • Ele tentou satisfazer-se com grandes realizações: “Empreendi grandes obras; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. Fiz jardins e pomares para mim e nestes plantei árvores frutíferas de toda espécie. Fiz para mim açudes, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores” (2:4-6).
  • Ele comprou escravos: Comprei servos e servas e tive servos nascidos em casa” (2:7).
  • Ele acumulou grande riqueza: “Também possuí bois e ovelhas, mais do que possuíram todos os que antes de mim viveram em Jerusalém. Amontoei também para mim prata e ouro e tesouros de reis e de províncias” (2:7-8).
  • Ele buscou divertimento e prazer sexual: “Provi-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres” (2:8).
  • Ele também observou o resultado da busca por popularidade (veja 4:13-16). Depois dessa análise detalhada, qual foi a conclusão final? “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol” (2:11). Não havia satisfação em nenhuma destas buscas.

Por: Gary Fisher

%d blogueiros gostam disto: