O último dia de Jesus

Sei que costumamos colocar vídeos aqui no blog só no final de semana, mas assistimos a esse vídeo e como tem a ver com a Páscoa que foi ante ontem, não quis esperar a semana inteira pra postar!

É uma versão anime da crucificação de Cristo feita por Barry Cooke, um dos mais antigos animadores da Disney.

Via: Pavablog

Jesus: Caminho a se percorrer

Esses dias ouvi a pregação do Ed René Kivitz do dia 30/01/2011 chamada “O significado do Batismo” em que entre outras coisas ele falou sobre o relacionamento do cristão com o pecado, e uma das frases que ele falou que eu mais gostei foi:

“Quem encontrou a graça de Deus não parou de pecar imediatamente, mas quem
encontrou a graça de Deus já não peca como pecava antigamente.”

Ai fiquei pensando… Sabe, tenho a impressão que muitos vêem Jesus como uma porta, você passa por Ele e pronto, automaticamente você vira uma pessoa perfeita, sem defeitos, sem problemas, passa a viver automaticamente num mundo cor de rosa! Na minha opinião esse tipo de pensamento/atitude faz com que as pessoas a volta se sintam mal, por que dá a impressão “que só com elas não foi assim”. Digo isso, por que pelo menos no início da minha conversão foi assim, eu tinha minhas lutas internas, e as pessoas a minha volta pareciam tão perfeitas que muitas vezes eu não tinha coragem de dividir com elas o que estava se passando dentro de mim, por que a impressão que eu tinha é que só comigo acontecia aquele tipo de coisa, e então ficava passando pela minha mente as mais diversas coisas: “que eu não tinha me convertido de verdade”, “que talvez eu não tivesse sido escolhida” e os mais diversos absurdos… Sendo que na verdade, o que vemos na Bíblia é que Jesus é o caminho:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” João 14:6

Ou seja, Jesus é o caminho que percorremos ao longo da nossa vida para chegarmos a Deus, e através desse caminho crescemos um pouco a cada dia, nesse caminho vemos como Ele agia quando estava aqui na terra e aprendemos como devemos agir, seja no sentido espiritual (a forma como Ele se relacionava com Deus), seja na forma de relacionamentos com as outras pessoas… enfim, ao olharmos a Bíblia podemos nos espelhar para qualquer situação que estejamos vivendo. E como sabemos muito bem, infelizmente vamos continuar pecando, pois infelizmente a nossa a natureza é essa. Mas não podemos desanimar, pois a misericórdia de Deus está ao nosso lado! E concordando com o que o Ed René disse, por mais que tenhamos a natureza pecadora já não pecamos mais como pecávamos, pois o Espírito Santo habita em nós e nos incomoda, não permitindo que sejamos mais as mesmas pessoas, mas permitindo com que Sua graça e misericórdia transborde sobre nós pecadores!!

Andar como Jesus andou?

“Aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou.” 1 João 2:6

Cristãos Radicais

Aguardava o início do culto numa igreja quando, de repente, imagens inusitadas começam a ser projetadas no telão. Uma seqüência de fotos de skatistas, surfistas, ciclistas, jetskistas (?), entre outros praticantes de esportes radicais, era apresentada, sem algum motivo claro. Aquilo não teve nada a ver com as músicas ou com a pregação. Também me pareceu que ninguém naquele momento pré-culto era um grande praticante daqueles esportes. Mas havia um motivo para aquilo – era um culto jovem. Tratava-se de uma clara tentativa de trazer uma linguagem jovem para a igreja, como os publicitários fazem com os produtos. Talvez, imaginei, são imagens que aparentemente transmitem a necessidade de um compromisso radical com Jesus ou que passam uma idéia de ousadia. Entendo a boa intenção dos líderes daquele ministério, mas questiono a necessidade e a eficácia do método.

Em primeiro lugar, quem se identifica com essas imagens? Muitos, é claro. Mas ao mesmo tempo, existe muita gente que não se identifica. Passei bastante tempo na universidade e já estive em muitos papéis. Já fui aluno picareta e já fiz parte dos nerds. Já fiz curso de exatas e curso de humanas. Conheço pessoas que achariam as fotos inspiradoras e “legais”, mas também sei de muitos que veriam uma clara tentativa de forçar temas jovens na igreja. Dos amigos que conquistei na faculdade, duvido que algum realmente se impressione com imagens de esportistas. Claro que meus amigos não representam todos os jovens do país (nem minha experiência é base para afirmações definitivas). No entanto, esses colegas representam, pelo menos, parte da elite cultural do País, um grupo pouco alcançado pelas igrejas.

Existe uma crença em muitas igrejas de que juventude é associada especialmente a esportes e música. Acredito que isto venha dos padrões impostos pelo mundo, como nossos canais de TV, por exemplo, nos deixam claro. Isso é péssimo, porque nós não somos a MTV ou a Capricho, nem deveríamos ser. Primeiro, porque estamos aqui para pregar o Evangelho. Segundo, porque não temos capacidade para isso, e fazemos fracas paródias.

Assim, a igreja muitas vezes ignora os nerds, alternativos, cults e pseudocults, engajados, etc. Ninguém se preocupa muito com o que um estudante falará para seu colega adepto do marxismo, a menina fã de Freud ou simplesmente aquele cara que se preocupa mais em ser engraçado que com seu físico. Pensa-se que uma boa banda de rock e um apelo aos esportes garantem tudo.

É claro que essas são estratégias que funcionam às vezes. Mas a juventude brasileira tem muito mais tendências e anseios que muito líder pensa (e estou tratando apenas da elite cultural). Como disse, não conseguiria impressionar nenhum amigo não-cristão meu com fotos de acrobacias numa bicicleta. Talvez quadros de pintores modernistas chamariam mais atenção. Mas isso não funcionaria com o cara engraçado. Bem, para ele, eu poderia colocar imagens de Jerry Seinfeld. Mas isso não funcionaria com o marxista. Nem com o cara de esportes.

A solução é bem mais simples (embora pareça complicada e/ou óbvia à primeira vista). Ao invés de forçar uma sensação de juventude em seus ministérios de mocidade, as igrejas deveriam ensinar seus jovens a confrontarem o pensamento secular (que se manifesta das mais variadas formas, vide a quantidade de “tribos urbanas”, e em todos os assuntos – por exemplo, o filme em cartaz no cinema) com uma cosmovisão bíblica, e a defenderem-se com uma apologética bem embasada na Palavra e apoiada por dados da ciência e da história. Por fim, se o cristão conseguiu dialogar com seu colega incrédulo, uma evangelização que tenha ênfase na pessoa e na obra de Cristo é essencial.

Caberá aos jovens deste ministério (e não apenas aos líderes) transformar esse conhecimento adquirido em uma mensagem para cada grupo Há um ponto comum a todos os jovens.

Todos têm uma necessidade de salvação e de respostas, sejam esportistas, nerds, cults, marxistas, hippies, místicos ou ecologistas. E o Cristianismo tem aquilo que cada grupo procura.

Não é uma projeção de fotos de esportes que criará uma mente cristã entre os nossos jovens, mas o verdadeiro ensino de Jesus. Um projeto missionário funciona bem com jogadores de futebol em determinada nação, mas não pode esquecer-se dos velhos, das mulheres e dos inválidos, por exemplo. Não são fotos, bandas, expressões artísticas que trarão as respostas às grandes questões que os todos – não apenas jovens – fazem. É a pessoa de Cristo e, conseqüentemente, a cosmovisão cristã.

Podemos até nos identificar com alguns esportistas, políticos, pintores ou músicos. Mas é somente com Deus fazendo-se homem que todo homem, de toda tribo, se identifica e se encontra plenamente. Até mesmo o cara engraçado da turma.

Por: Josaías Jr

Via: iPródigo

Palhaços, evangelho e igreja

Tenho que confessar algo para vocês, eu não gostava de palhaço na minha adolescência. Foi de um tempo para cá que comecei a entender e apreciar mais essa figura chamada palhaço.

O palhaço é um personagem que não se satisfaz com o momento presente, ele quer ver além da situação. Vou explicar melhor: certa vez, ouvi de um teólogo que viver é saber conviver com o sofrimento. E provavelmente ele está certo, mas o palhaço diz que a tristeza não é o fim.

Ao contrário do que muitos pensam, o palhaço não veio trazer apenas a risada, ele veio trazer alegria. E o que mais me fascina é que essa alegria ele traz às suas custas. Com um nariz vermelho e uma roupa nada convencional, ele faz de tudo para mostrar às pessoas que a alegria está bem ali do lado dela, é só ela esticar a mão e pegá-la.

Tenho visto palhaços que trabalham em hospitais e fazem de tudo para trazer mais alegria e qualidade de vida àqueles pacientes. Se for preciso, eles cantam, falam bobeira, se fazem de bobos e até se acidentam para tirar um sorriso e alcançar a árvore da alegria que está logo ali. “A felicidade é uma arvore de belos pomos, ela sempre esta onde nós a pomos, mas nunca a pomos onde nós estamos”. Vicente de Carvalho.

Deve ser por isso que fiquei tão encantado com a arquétipo do palhaço, pois ele vai ao cerne do evangelho, à felicidade do outro, mesmo que seja às próprias custas. Ao citar o principal mandamento, Jesus fala de amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Precisamos lembrar que ele estava citando o antigo testamento, mas Jesus mostrou com sua própria vida que o seu evangelho vai mais além. Ele mostrou que não é apenas amar como a si mesmo, mas sim às custas de si mesmo, se for preciso.

No filme Patch Adams, um estudante de medicina luta para transformar um hospital em um lugar mais pessoal, menos sério e carrancudo, um lugar com espírito de criança. Mas por causa disso foi perseguido, pois o hospital “deveria” ser um lugar sério onde os doutores fossem respeitados e reverenciados.

Acredito que não são só os hospitais que precisam entender a alegria que os palhaços entenderam e melhorar a qualidade de vida de quem está lá, penso que o trânsito, os escritórios, as escolas e, inclusive a igreja, precisam experimentar mais alegria.

É isso mesmo, as igrejas! Onde está escrito que a igreja precisa ser um lugar sério onde a alegria não entra? Acredito em um Deus que se alegra quando seus filhos se alegram.

Certa vez Jesus falou que “quem não for como uma criança não entrará no reino do céu”. Acredito em uma igreja mais alegre, com um espírito de criança, onde os seus membros possam encontrar refúgio espiritual, comunhão e muita alegria. Se os palhaços entenderam esta mensagem de Jesus, podemos também entender.

 

Por: Marcos Botelho

Fonte: Blog do Marcos Botelho (Portal Ultimato)

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