O elogio de Deus

Que tipo de elogio você gostaria de receber de Deus? Com certeza os melhores elogios, não é? Agora, na realidade, considerando sua vida real hoje, acha que Deus teria algum elogio a fazer a seu respeito, ou não? Dúvida cruel, não é? Há muitos anos atrás existiu um homem que foi elogiado por Deus. Deus o elogiou destacando três características de sua vida: “Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.” (Jó 1. 8 )

A questão que quero propor a todos nós é: por que Deus destacou estas três características e não outras? Creio que elas sejam um ideal de Deus para [todos] nós. Note que ao se referir a Jó, Deus disse: “Porque ninguém há na terra semelhante a ele”. Esse imponente elogio de Deus tem como pano de fundo as características que Ele destacou. Foi a presença destas características na vida de Jó que agradou a Deus. Assim sendo, são estas características que precisamos aprender a cultivar em nós, pois são do agrado de Deus. Vamos examinar cada uma delas um pouco melhor:

Quando Deus disse que Jó era integro e reto, estava falando de seu caráter aprovado. Jó era praticante das melhores virtudes e não somente alguém teórico. Não era um perfeito, mas era alguém que se esforçava para andar na direção que Deus lhe dava. Examinava as virtudes, meditava nelas e as colocava em pratica em sua própria vida. Algumas das características que fazem alguém ser reto e integro são a verdade, a justiça, a honestidade, o compromisso, a fidelidade, a paciência, etc. Por se esforçar em cultivar uma vida integra e reta, Jó agradou a Deus e recebeu um lindo elogio.

Quando Deus disse que Jó era temente, estava falando de sua fé. Não há como temer a Deus sem ter uma fé fervorosa Nele. Só teme a Deus aquele que crê Nele, aquele que O ama, que O respeita, que O reverencia, que O glorifica de todo coração, que depende Dele, que se entrega totalmente… Isso é um pouco do que é temer! Por isso o temor agrada a Deus. A sua criação se relacionando com Ele da forma como tem que ser.

Quando Deus disse que Jó se desviava do mal, estava falando de sua fidelidade. Deus não aceita que sirvamos a dois senhores. Deus é um Deus de aliança, uma aliança que não admite traições. Os retos e tementes a Deus também são tentados à infidelidade. O maligno também lhes oferece atalhos. Jó, porém, sabia identificar atalhos e andar na retidão do caminho de Deus, por mais difícil que fosse. Vencia seus desejos carnais, lutava contras as investidas do maligno…se desviava do mal. Quando honramos o compromisso que temos com Deus Ele se agrada de nós.

Os elogios de Deus a Jó representam para nós uma oportunidade de conhecermos aquilo que agrada a Deus. Sabendo disso, cada um de nós tem a oportunidade de se empenhar, para que, um dia [e que seja logo], Deus também abra a Sua boca e dela saia elogios celestiais, não para nosso orgulho, mas para a nossa mais profunda alegria e louvor no Senhor!

André Sanchez

Via: Esboçando Idéias 

Quem disse que os cristãos não podem julgar?

Ao longo dos meus poucos anos como cristão sempre ouvi algumas frases que me deixavam de orelha em pé. Por quê? Porque as frases eram ditas por cristãos que deveriam saber que o que eles estavam falando não era e não é o que a Bíblia ensina. As frases eram mais ou menos assim: “A Bíblia diz para não julgarmos”, “eu não julgo ninguém porque é errado fazer isso”, “não sei se devo julgar isso que está acontecendo porque quem sou eu para julgar alguma coisa”.

Essas frases geralmente são seguidas por um balançar de cabeça da pessoa que a ouve como se quisesse dizer: “é verdade o que você falou. É melhor deixarmos isso de lado e continuar a seguir o nosso caminho”. A impressão que dá é que elas são pessoas humildes e sábias. No entato, o meu alvo nessa postagem é desafiar você a pensar de forma diferente dessas pessoas e seguir o que a Bíblia diz a respeito desse assunto.

Talvez duas passagens da Bíblia sejam muito mal usados pelos cristãos e complique o nosso entendimento sobre o assunto. São elas: Mateus 7:1 e Romanos 14:13. No primeiro caso, precisamos saber que a passagem não está proibindo todo tipo de julgamento até porque os próximos ensinos do sermão do monte precisam ser praticados com a ajuda do discernimento, julgamento e o pensar sobre determinadas coisas e tomar uma decisão sobre determinados assuntos ( como saberemos quem são os cães e os porcos do verso 6 ou como saberemos quem são os falso profetas (v.15). É mais que notório que o julgamento é essencial para tomarmos uma decisão) . Antes, a passagem está proibindo aquele tipo de julgamento hipócrita, injusto e repleto de justiça própria. Romanos 14:13 está no mesmo barco, mas um pouco diferente. O julgamento proibido aqui é o julgamento sobre aquelas coisas que a Bíblia não proíbe e nem fala sobre aqueles assuntos.

Podemos pegar como exemplo uma coisa bem simples que algumas igrejas há alguns anos ensinavam. Elas diziam, não todas e nem a maioria, que era errado jogar futebol. O que a Bíblia fala sobre o assunto? Nada. Então, se não fere mais nenhum princípio da Bíblia e tampouco um mandamento, então fica a escolha de cada cristão. Nesse sentido, Rm 14:13 diz: “Portanto, deixemos de julgar uns aos outros” ( para ajudar a entender a passagem, leia também Cl 2:16). Não é uma proibição. Os grandes vacilos que cometemos ao ler a Bíblia é pensar que ela foi escrita em versículos. Não. Existem contextos. O primeiro contexto é o da passagem. O segundo é o do livro no qual o versículo está. O terceiro é o gênero do livro e o último é a Bíblia toda.

Assim como o professor que precisa apagar o quadro se quiser continuar escrevendo, agora podemos continuar com o nosso argumento, porque apagamos as idéias e as distorções do que pensávamos ser a verdade, mas que não era.

Primeiro, comecemos dizendo que Bíblia pede que julguemos a nós mesmos. Em outras palavras, que examinemos a nós mesmos ( 1 Co 11:31). Segundo, somos incentivados a fazer julgamentos de maneira justa e não motivados pela aparência das coisas e das pessoas ( Lc 12:5 e Jo 7:24). Terceiro, não devemos acreditar em tudo que as pessoas que tem o dom de profetas falam, mas devemos julgar e ver se é verdade ou não (1 Co 14:29 e 1 Ts 5:21). Quarto, devemos julgar os falsos ensinos e os falsos mestres e profetas.

Enfim, devemos ter cuidado com a palavra julgar. As vezes, ela tem um significado bem diferente do que pensamos que ela tenha, porque depende de como ela é usada e qual é o contexto. Da mesma forma quando escrevemos a palavra “manga”. Pode ser: manga da camisa, manga fruta ou o verbo mangar na terceira pessoa do singular e no presente.

Quero acabar dizendo o seguinte: talvez você ache que não é bem assim.

Tudo bem. Você tem esse direito. Mas só não posso dizer que é um bom julgamento. Ou seja, você já me julgou.

Para glória de Deus, para sua alegria e para transformação do mundo.

 Nota:
Esse texto não se trata de uma defesa de julgamentos hipócritas, desumanos, cruéis, fofoqueiros e por ai, vai. Apenas estou defendendo a verdade bíblica que devemos fazer sim julgamentos justos, corretos e saudáveis, porque isso glorifica muito a Deus.

Fonte: F. P. Mastrillo

 



Ninguém tem paciência comigo

Via: Karapuça

%d blogueiros gostam disto: