Eleições 2010: Aqui o palhaço pode ser você!

(nota: Sei que esse post tem um assunto mais político do que teológico mas devido a essa semana acho pertinente falar disso, mas se preferir outro assunto não se preocupe, as eleições estão acabando rs e fique a vontade para procurar posts de outros temas pelo nosso menu aí em cima)

Você sabe o que um deputado faz? Não?!?!? Mas não vote em alguém que prometeu te explicar depois, já é uma promessa furada de campanha. Acredite!, pior que ta fica! Depende de você.

Creio que é unanimidade de opinião, as eleições no Brasil viraram uma palhaçada, o horário eleitoral virou um show de candidatos bizarros e virou um costume nosso o chamado “voto protesto”. Começou em 88 quanto o casseta e planeta lançou a candidatura do macaco Tião que ficou em terceiro lugar, mas quando implantaram a urna eletrônica não dava mais pra fazer piadinhas não é mesmo? Resultado: voto protesto passou a ser votar no candidato mais bizarro, o folclórico Enéas foi eleito em 2002 nessa onda do voto protesto, o que o povo não sabia é que com isso ele arrastou quase todos os candidatos do PRONA e muitos deles foram envolvidos em escândalos. Devido ao voto protesto uma corja de safados desconhecidos foram eleitos sem o eleitor nem saber, graças ao quociente eleitoral o voto protesto virou arma política.

O que é quociente eleitoral?

Acho que essa charge animada explica tudo rs

Então tenha em mente o voto protesto não protesta nada, você vota no palhaço mas os políticos riem é da sua cara.

E votar nulo adianta??

Ultimamente, correram vários boatos de que o voto nulo seria capaz de invalidar as eleições. No caso, se mais da metade dos eleitores votassem nulo, deveria acontecer um novo processo eleitoral formado por outros candidatos. A premissa dessa hipótese está no artigo 224 do Código Eleitoral, que diz que “se a nulidade atingir mais da metade dos votos do país nas eleições, (…) o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias”.

Para muitos, esse artigo faz com que o voto nulo se transforme não só em uma arma de protesto, mas também em uma forma de se alterar a configuração do cenário eleitoral. Entretanto, de acordo com uma recente interpretação do TSE, essa nulidade só invalida as eleições quando os votos são anulados por causa de alguma fraude que determine sua desconsideração. Por tanto, se mais de cinquenta por cento dos votos dos cidadãos optam pelo voto nulo, prevalece a escolha daqueles que votaram em algum candidato. Dessa forma, quando um alguém vota nulo, ele acaba abrindo brecha para que um candidato ruim acabe vencendo a eleição com um número menor de votos necessários. Votar nulo reduz a chance de não ter segundo turno e se eleger alguém que você não quer.

Então o que adianta???

Votar no que vai ganhar é irracional. O verdadeiro voto útil é no candidato que defende suas idéias. Dá um pouquinho mais de trabalho mas é nossa única arma para melhorar o cenário político brasileiro. Votar conscientemente!

Por quê você ta votando nesse candidato? Você conhece o histórico político dele? Sua transparência? Se tem ficha limpa?

Ou simplesmente resolveu votar por que alguém indicou? Por que estão fazendo campanha dele na sua igreja? Essa semana vi no horário político a propaganda de um deputado (não me lembro qual) que simplesmente olhava para a câmera com tanta expressão quanto Steven Seagal atuando e tocando ao fundo uma musica gospel e mais nada. Ãhn? ok, o que ele vai fazer? quais as idéias dele? Por que RAIOS eu devo votar nele?

 Igreja não vota, não deveria fazer aliança política, nem apoiar candidato, igreja deveria levar seus membros a se conscientizarem politicamente e saber que o voto é uma arma para fazer com que a sociedade melhore. Chego até mesmo afirmar que votar conscientemente é um dever cristão pois o votar por votar contribui para cada vez mais corrupção.

Você se lembra em quem votou nas ultimas eleições? Acompanhou o trabalho do candidato eleito para ver se ele cumpre seu papel para melhorar a sociedade?

Seu voto é uma arma, use-a direito, fazem por aí a propaganda que seu voto não adianta, isto é uma mentira diabólica, adianta sim se informe  e vote consciente, existem meios para isso visite o site da ONG Voto Consciente [Clique aqui para acessar] por exemplo, lá eles tem muitas informações que podem nos ajudar nessa árdua tarefa que é votar conscientemente.

Aproveite esses próximos dias para pensar em quem vai votar e por que, vote em quem você acredita de verdade, se você não quer que a líder nas pesquisas ganhe é só não votar nela se ela não tiver a mais voto que a soma dos outros candidatos teremos segundo turno, então brigue para que quem você realmente acredita esteja nesse segundo turno.

 

Que Deus abençoe

Lucas Lainetti

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Seu coração está cheio do quê? Parte 2

Parte 2: Falando dos outros

“Nossa, não acredito que a fulana fez isso…”
“Estou tão stressada com meu marido/pais/irmãos, ele me deixa louca!”

Nós mulheres, temos como uma característica comum fazer esse tipo de fofoca e dar o título de comentário, sinceridade ou qualquer outra coisa do tipo. A coisa mais natural do mundo é dividir a maiorias dos nossos pensamentos e sentimentos com alguém, afinal é pra isso que servem os amigos né?

Mas a verdade é que se houvesse uma prova na olimpíadas de palavras ditas por minuto com certeza uma mulher ganharia. As vezes a habilidade de falar é uma qualidade, mas muitas vezes pode não ser – a famosa faca de dois gumes.

Em Provérbios 12:18 podemos ver que “O homem é louvado segundo a sua sabedoria, mas o que tem o coração perverso é desprezado.” E a verdade é que quanto mais a gente fala mais a gente se afasta da probabilidade de sermos sábias e mais nos achegamos a probabilidade de sermos tolas/fofoqueiras/maliciosas…

Acredito que quando tecemos comentários ao longo das nossas conversas, não fazemos isso com a intenção de falar mal de alguém ou de queimarmos o filme da pessoa, fazemos somente no sentido de comentário ou desabafo, mais acabamos deixando para trás o conselho de Colossenses 3:8 “Mas agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar”

Língua Venenosa

É muito comum vermos namoradas/esposas falando mal de seus respecitvos ao longo de uma conversa, coisas do tipo “Ah! ele nao me entende” ou “Ah, ele me deixa louca”, muitas vezes a pessoa não tem a intenção de falar mal do cônjuge, está apenas desabafando sobre suas angústias, mas algo que precisamos ter em mente é que como esposa ou namorada, você tem um relacionamento de intimidade com um homem que escolheu você para estar ao seu lado e por conta disso ele têm mostrado a você os cantos mais vulráveis e sensíveis do seu coração. E é por conta disso que você deve guardar a sete chaves essa confiança que ele tem em você, falando cautelosamente sobre ele, para o bem do relacionamento de vocês.

Não estou dizendo que você não tem o direito de desabafar de vez enquando, ninguém é de ferro, apenas estou falando sobre ser cautelosa sobre o que e com quem falar…

Como esposas, somos chamadas para respeitar nossos maridos através das nossas palavras sobre ele (Efésios 5:33), e como namoradas isso se aplica também, por que esse homem provavelmente se tornará seu marido no futuro. Nós devemos usar nossas palavras para encorajar uns aos outros não para desanimar.

Uma coisa que devemos lembrar é que independente do fato da pessoa não estar presente não significa que não a estamos ferindo quando falamos mal dela, ela pode nem saber, mas estamos ferindo sua reputação, um exemplo é que quando contamos uma história temos a tendência de contar somente o nosso lado, outro ponto é quando estamos casados somos um com a pessoa, estando ela lá ou não.

“O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração”. Lucas 6:45

Apesar de toda minha força de vontade, eu já senti minha língua ter vida própria várias vezes. Mas o X da questão é a mudança precisa vir do Espírito Santo, começando em nosso coração, para que então toda a nossa vida – inclusive nossa língua seja verdadeiramente transformada.

“Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças.” Efésios 5:4

Vamos colocar tudo isso em prática. Seu marido/namorado/irmão/irmã/pais estão te deixando doida? Crie uma lista com dez itens para agradecer a Deus sobre essa pessoa. Você vai ser surpreendida com a rapidez em que o aborrecimento e a necessidade de falar mal deles vai sumir. (ps.: eu sei que não é fácil… rs)
Se apesar dessa dica aí em cima você ainda se sente sobrecarregada com a necessidade de falar sobre alguém, primeiro de tudo: ORE e organize seus pensamentos. Uma vez que isso esta situação está diante de você e de Deus, decida se vale a pena discutir esta situação com terceiros ou se uma conversa com a pessoa que te feriu já não é suficiente. As vezes basta um tempo com Deus para acalmar seus sentimentos e clarear suas idéias.

Se você tem algum amigo que fortalece seu hábito de fofoca, uma maneira de corrigir isso suavemente é ser humilde em admitir que falou além da conta, isso com certeza vai incomodar esta pessoa também.

“Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura.” Provérbios 12:18.

E para finalizar uma frase que ouvi esses dias: “O verdadeiro amigo é aquele que ama mais o amigo do que a amizade!”

Com carinho

Que Deus abençoe

Júlia

Seu coração está cheio do quê?

Ainda falando a respeito da série de mensagens do site da Mars Hill Church, vi uma mensagem em que foi comentado o tema “Como uma mulher de Deus deve falar”, como achei muito legal traduzi e vou colocar aqui em dois posts, pra quem quiser ler o original é só clicar aqui.

Parte 1: Falando sobre você mesma

“Eu sou uma tonta mesmo. Eu não sei porque é que não fui demitida ainda”
“Oh meu Deus, eu sou uma baleia. Sério. Não tente fingir que eu não sou”

Eu não sei como se tornou popular a atitude péssima de falar mal de si mesma e agir como se ter uma auto estima fosse uma piada. Uma coisa é estar ciente sobre nossos defeitos, e uma coisa bem diferente é estar sempre se colocando pra baixo.

Falar mal de si mesma é super comum nos dias de hoje, muito fácil de se fazer e quase sempre feita de forma exagerada.

Quando você fala mal de você, você fala mal de Deus

Nós somos filhas de Deus, criadas a Sua imagem e semelhança. Isso não quer dizer que andamos por aí cheias de um orgulho farisaico ou nos achando a última coca cola gelada do deserto. Mas ao mesmo tempo, não significa que vamos ficar nos xingando ou criticando duramente nosso caráter, por que com isso nós desfiguramos o amor e a graça de Deus que está sobre a nossa vida.

Você já notou que o mandamento “ame seu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39) implica que você deve amar a si mesma primeiramente? ( Nota: Será que a maneira como eu falo de mim irá influenciar a maneira como eu falo sobre os outros?). É claro que as vezes assim como eu, você deve cometer alguns erros que da vontade enfiar a cabeça de baixo da terra como um avestruz, mas creio que a partir do versículo “…Transformem-se pela renovação da sua mente…” (Romanos 12:2), podemos ter uma nova perspectiva e aprendermos a olharmos para nós mesmas através dos olhos de Deus.

Tenho uma amiga que tem no canto do seu espelho um lembrete escrito que ela é filha do Todo-Poderoso, lembrando-a que Deus a ama apesar de suas falhas, que Ele nunca vai desistir dela e que Suas promessas para lhe dar força e esperança para os desafios da vida sempre estarão de pé.

Se por conta dos problemas que você passou você precisa de ajuda pra encontrar essas palavras de amor e encorajamento, procure uma amiga (estou a disposição!) e explorem juntas a Palavra de Deus, desabafe sobre suas inquietações e seja fortalecida dessa forma, por que ficar com a auto estima baixa e se lamentando pelos cantos com certeza não é o melhor a ser feito!

Continua!

Que Deus abençoe a todos

Júlia

Eleições 2010: Qual deve ser o papel da igreja nas eleições?

As eleições estão chegando gente, já é domingo agora (e eu vou trabalhar como mesário, droga 😦 ), como a maioria dos brasileiros eu nunca gostei de política e sempre achei o que acontece no congresso uma palhaçada, pois são escândalos e mais escândalos e parece que a mente do povo está anestesiada. Mesmo que sejamos poucos temos que lutar para acabar com essa palhaçada que virou as eleições. Temos que brigar pelo voto consciente.

O pastor da IBAB escreveu um texto excelente sobre o papel da igreja nas eleições intitulado “Religião e Cidadania”, publicado em 2006.

Religião e Cidadania

por Ed René Kivitz

Igreja não vota. Igreja não faz aliança política. Igreja não apóia candidato. Igreja não se envolve com política partidária. Há pelo menos cinco razões para este posicionamento.

Primeira: o Estado é laico. Igreja e Estado são instituições distintas e autônomas entre si. É inadmissível que, em nome da religião, os cidadãos livres sofram pressões ideológicas. Assim como é deplorável que os religiosos livres sofram pressões ideológicas perpetradas pelo Estado. É incoerente que um Estado de Direito tenha feriados santos, expressões religiosas gravadas em suas cédulas de dinheiro, espaços e recursos públicos loteados entre segmentos religiosos institucionais. É uma vergonha que líderes espirituais emprestem sua credibilidade em questão de fé para servir aos interesses efêmeros e dúbios (em termos de postulados ideológicos e valores morais) da política eleitoral ou eleitoreira.

Segunda: o voto é uma prerrogativa do cidadão. Assim como os clubes de futebol, as organizações não governamentais, as entidades de classe, as associações culturais e as instituições filantrópicas não votam, também a igreja não vota. Quem vota é o cidadão. O cidadão pode ser influenciado, melhor seria, educado, por todos os segmentos organizados da sociedade civil, inclusive a igreja. Mas quem vota é o cidadão.

Terceira: a igreja é um espaço democrático. A igreja é lugar para todos os cidadãos, independentemente de raça, sexo, classe social e, no caso, opção política. A igreja é lugar do vereador de um lado, do deputado de outro lado, e do senador que não sabe de que lado está. A igreja que abraça uma candidatura específica ou faz uma aliança partidária, direta e indiretamente rejeita e marginaliza aqueles dentre seu rebanho que fizeram opções diferentes.

Quarta: a igreja não tem autoridade histórica para se envolver em política. Na verdade, não se trata apenas de uma questão a respeito da igreja cristã, mas de toda e qualquer expressão religiosa institucional. A mistura entre política e religião é responsável pelos maiores males da história da humanidade. Os católicos na Península Ibérica e em toda a Europa Ocidental. Os protestantes na Índia. Os católicos e os protestantes na Irlanda. Os judeus no Oriente Médio. Os islâmicos na Europa e na América. Todos estes cometeram o pior dos crimes: matar em nome de Deus. Saramago disse com propriedade que “as religiões, todas elas, sem exceção, nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da miserável história humana”.

Quinta: o papel social da igreja é profético. Quando o governo acerta a igreja aplaude. Quando o governo erra a igreja denuncia. Quando a autoridade civil cumpre seu papel institucional a igreja acata. Quando a autoridade civil trai seu papel institucional a igreja se rebela. A igreja não está do lado do governo, nem da oposição. A igreja está do lado da justiça.

Todo cristão é também cidadão. Todo cristão deve exercer sua cidadania à luz dos valores do reino de Deus e do melhor e máximo possível da ética cristã, somando forças em todos os processos solidários, e engajado em todos os movimentos de justiça.

Comparecer às urnas é um ato intransferível de cidadania, um direito inalienável que custou caro às gerações do passado recente do Brasil, e uma oportunidade de cooperar, ainda que de maneira mínima, na construção de uma sociedade livre, justa e pacífica.

Fonte: http://ibab.com.br/pdf/informativo-ibab-setembro-2010.pdf 

A Ponte

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