Guia para busca da felicidade plena (Parte 3 de 3)

A Verdadeira Satisfação na Vida

Necessitamos dessa mensagem. É má notícia. Mas precisamos receber as más notícias para procurarmos a cura. Podemos menosprezar o fato da vida ser vazia, podemos ocupar-nos em atividades frenéticas, podemos trombetear em alto som que estamos felizes e satisfeitos, mas não podemos escapar. Buscando sombras incontáveis ficamos cada vez mais vazios. Somente quando reconhecermos a total futilidade de todos os esforços nesta vida, nos voltaremos para aquele que pode dar o significado e a satisfação que buscamos. A vida realmente tem significado, propósito e valor quando nossa meta é servir a Deus. “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (12:13-14). Há um espaço em nossa alma que somente Deus pode ocupar, e nunca estaremos em paz até que permitamos que ele a preencha.

Esta é a mensagem de Eclesiastes. A vida é vazia, a menos que façamos de Deus nossa vida. Ele é a única meta adequada de nossa existência. Sem ele descemos no vazio e no desespero, apesar de todos os esforços para nos enchermos com o mundo. “Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (1:2).

 

Por: Gary Fisher

Guia para busca da felicidade plena (Parte 2 de 3)

Razões para as Frustrações na Vida

Há boas razões pelas quais a vida é inerentemente insatisfatória, não importa quão bem sucedidas nossas buscas possam ser.

  • Nenhuma realização. Nada realmente acontece na vida. Há uma infindável e cansativa sucessão de acontecimentos, mas não há resultado. Essa monotonia é bem ilustrada pelos ciclos naturais na terra (1:3-7). O sol se levanta, põe-se, e levanta-se novamente. Muita atividade, nenhuma mudança. O vento sopra para o norte, sopra para o sul, e sopra para o norte novamente. Muito movimento, nenhuma realização. Os rios correm para o mar, e correm para o mar, e correm para o mar. Estão em constante movimento mas jamais se esvaziam e o mar jamais se enche.
  • Não se pode mudar nada. Nunca se consegue, realmente, fazer muita diferença. As coisas vão acontecer quando acontecerem e pouco haverá que se possa fazer para mudar isso. Este é o ponto do Pregador em 3:1-8 quando ele discute como há um tempo para tudo (veja também 3:14 e 8:8). Há muitas coisas importantes sobre as quais não temos, absolutamente, nenhum domínio: o clima, as condições econômicas, a guerra, a doença, a morte, etc. É frustrante estar à mercê de forças externas.
  • Não se pode prever nada. “Porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare” (8:7). Há tantas incertezas, tantas perguntas sem respostas na vida. Podemos nos juntar a Jó ao perguntar por quê, e acompanhá-lo no passar de muitos dias agonizantes sem nenhuma resposta.
  • O mesmo destino para todos. A mesma coisa acontece aos homens bons e aos perversos. “Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo” (9:1-3). A morte é muito democrática; há uma para todos. Quanto a esta vida, a mesma coisa que acontece conosco acontece aos animais: morremos e nossa carne apodrece (3:18-21). Se a vida atual fosse tudo o que há, nosso fim seria exatamente igual ao dos animais. Que deprimente!
  • O acaso governa. “Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso” (9:11). O sucesso não está sob o nosso comando. O melhor sujeito nem sempre ganha. Às vezes a vitória é apenas uma questão de sorte.
  • Nenhuma retenção. Aqui nada é durável. Poucos anos depois que morrermos ninguém se lembrará de nós nem se importará conosco. Nosso legado será passado para alguém que não trabalhou por ele e que, conseqüentemente, não o apreciará nem usará como nós o faríamos. “Pois, tanto do sábio como do estulto, a memória não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto! … Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade” (2:16, 18-19). O empenho humano não pode ser recordado, retido ou passado a outro.
  • Nenhuma satisfação. As pessoas freqüentemente pensam, “Se tivéssemos mais um pouco, poderíamos ser felizes.” Assim conseguem um pouco mais; porém, ainda estão infelizes. As coisas desta vida nunca satisfazem; nosso vazio sempre fica mais e mais profundo. “Todo trabalho do homem é para a sua boca; e , contudo, nunca se satisfaz o seu apetite” (6:7).
  • Injustiça. A vida não é justa. Quem consegue o emprego ou a promoção? Muitas vezes é a pessoa que menos merece. Geralmente é preciso menos esforço para criar um problema do que para resolvê-lo. “Qual a mosca morta faz o ungüento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia” (10:1).
  • Velhice. Eclesiastes 12:2-8 registra uma descrição poética do envelhecimento. Em termos pitorescos, as fraquezas da velhice são descritas: as mãos trêmulas, a postura encurvada, os dentes perdidos, a visão diminuída, a audição debilitada, o sono intermitente, a voz áspera, o cabelo encanecido, o andar desajeitado, etc. Assim, se não morrermos antes, estaremos todos destinados a esse estado débil. Que deprimente!

Por: Gary Fisher

Repensando a Teologia

Morreu no último dia 12 o bispo Renato Maduro, um dos primeiros discípulos de Edir Macedo. Apesar de discordar de pontos fundamentais da doutrina da IURD, quero prestar minha solidariedade à família, bem como aos membros dessa igreja.

Renato entrou pra igreja ainda no início, antes que ela se tornasse a potência que é hoje. Pode-se dizer, sem medo de errar, que foi um dos responsáveis por sua expansão.

Morreu jovem, e embora não tenha sido divulgado o motivo, cogita-se que tenha sido por causa de um câncer. Meses atrás o bispo Macedo veio a público pedir oração por seu pupilo, dizendo que os médicos lhe haviam dado poucos meses de vida.

Milhares de obreiros do mundo inteiro entraram numa corrente de oração e jejum para que Renato vencesse mais esse desafio. Mas infelizmente, sucumbiu ante o avanço do câncer.

Penso que este seria um ótimo momento para que Edir Macedo e sua trupe parasse para refletir sobre os rumos que a IURD tem tomado nos últimos anos e sobre sua teologia.

Tenho certeza de quem muitos dos seus membros fiéis estão se questionando sobre a razão de Deus não tê-los atendido e curado o bispo Renato. Será que ninguém enviou seu nome para a fogueira santa de Israel? Ou ninguém teria imposto as mãos sobre ele para repreender aquele demônio do câncer? Por favor, não me interpretem mal. Eu sei que este é um momento de dor e que deve-se respeitar o luto da família. Mas também creio que seja um momento para refletir e adotar uma nova postura diante da dor, pois, como o Renato, milhares de outros também não foram curados. O próprio Macedo sofreria de diabetes.

E quanto a rasgar a bíblia se Deus não curar? Alguém ousaria fazê-lo agora? Adiantaria se revoltar com Deus nessas horas?

É claro que Deus continua o mesmo, curando, libertando, salvando, restaurando. Mas isso não nos dá o direito de colocá-lO contra a parede, cobrando d’Ele o cumprimento de Sua Palavra. Quem a gente pensa que é? Não passamos de meros mortais que acham que podem peitar o Senhor do Universo.

Ainda que Macedo repense sua teologia, dificilmente isso será trazido a público. A máquina não pode parar. O Templo de Salomão tem que sair do papel. A Record tem que bater a Globo. Se houver alguma mudança na teologia e na práxis iurdiana, a máquina quebra.

Pra quem não sabe, nasci em berço pentecostal e assisti in loco ao surgimento do neo-pentecostalismo brasileiro. Meu avô foi pastor das Assembléias de Deus, e meu pai um dos precursores do movimento de curas e libertação. Tanto Macedo, quanto R.R. Soares foram seus discípulos. Foi necessário que Deus me desse uma filha especial para que eu repensasse minha teologia. Minha arrogância cedeu à humildade. Meu legalismo rendeu-se à graça. Minha vida, família e ministério foram dramaticamente transformados. Assistam ao vídeo na lateral do blog em que conto minha experiência com a graça através da minha filha.

Tomara que aconteça à liderança da IURD algo parecido com o que aconteceu a Isaías, “no ano em que morreu o rei Uzias” (Is.6:1).

Texto de Hermes Fernandes

Bruta falta de sacanagem

Nota: Só pra constar, nesse post vou falar sobre palavrão, então se eu escrever algum será um exemplo meramente ilustrativo rs,  por favor não se ofenda ou se escandalize hehe, mas se mesmo assim você não se sentir confortável … leia os outros textos do blog, mas não nos abandone rs.

calvinEstava lembrando esses dias que nessa última copa o Kaká errou um gol no finalzinho do primeiro tempo e por alguma “coincidência cósmica” a câmera fechou na cara dele bem na hora que ele solta um sonoro “p*** que o pariu”, não deu pra ouvir é claro, mas deu pra ler os lábios claramente e sem esforço rs. Pronto, o comentário do intervalo do jogo foi só sobre o palavrão do Kaká, falar de futebol? Melhores lances? Expectativas? Pra quê??? Um crente falou um palavrão é muito mais importante falar disso no intervalo do jogo, né não?.

Lembrei de uma vez quando era adolescente, uma senhora da igreja veio me falar que eu não podia ficar falando em gírias porque era pecado rs, na hora esbocei um belo sorriso sarcástico e no meu cérebro guardei essa cena na caixinha “coisas que merecem um ‘ah vá!’”. Ok, gírias não tem cabimento alguém falar que é pecado, mas e palavrão? Por que todo mundo fica tão chocado quando um cristão solta um palavrão mesmo sem querer?

A primeira coisa que me vem a cabeça é que foi colocado na cabeça de todo mundo que “palavrão” é errado e pronto, logo um cristão que deveria ser exemplo de “certinho” não poderia nunca falar um palavrão (ponto de vista de quem ta de fora da igreja é: eu que já sou errado num tem problema mas o crente ali .. ai dele se falar palavrão). Velha máxima entra em ação, texto fora de contexto vira pretexto, vamos ter que pensar um pouco antes de atirar pedras.

Não existe na Bíblia uma lista de palavras que não podem ser utilizadas pelas pessoas, num ia dar certo, se não pudessem ser utilizadas não poderiam ser escritas rs. Mas na cabeça das pessoas existe essa lista que deveria ser evitada e se um crente usa é o pior escândalo do mundo. Mas sinceramente? Qual é a diferença real entre “p*** falta de sacanagem” e “bruta falta de sacanagem”? Qual seria a diferença entre “quer me fu***? Me beija” e “quer coabitar comigo? Me beija” rs rs. Ah já sei, coabitar está na Bíblia então não é palavrão. Então eu poderia chamar alguém de filho de uma meretriz?

O que a Bíblia diz?

“Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem.” (Efésios 4:29)

Palavra torpe é toda palavra que revela um caráter vil e indecoroso, na boa? Não tem diferença nenhuma em chamar alguém de filho da p*** ou de filho do diabo, o sentimento é o mesmo. Fazer fofoca e ficar falando que aquele menina que acabou de se converter é uma indecente não edifica ninguém, não concede graça e revela um caráter vil. Falar algo desse tipo escondendo a intenção por trás de orgulho e hipocrisia é bem pior que um “vai se fu*** ” em um momento de raiva, seguido de arrependimento.

Mas imagine a cena, você acorda no meio da madrugada fria pra ir no banheiro levanta da cama e da aquela topada na quina da cama com o dedinho ….. você respira fundo, aquela lágrima escorre pelo canto do olho e você finalmente solta … “ah que traquinas você hein?”. Soltar um palavrão nessa hora num ofende ninguém, pode até ser falta de educação, mas pecado não é.

Ah já sei, você vai me dizer que fala “Ai Jesus” … bom também está escrito:

“Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem usar o seu nome em vão.” (Deuteronômio 5:11)

Tem gente que usa o nome de Deus até quando o lanche do Mc Donald’s atrasa, por que os legalistas não se escandalizam com isso? Isso deveria ser mais escandaloso do que o uso do palavrão.

O amor deve ser o árbitro do que você fala, se o que você diz transmite ódio não importa quais palavras foram usadas, importa o intuito da mensagem.

Que Deus abençoe
Lucas Lainetti

Como utilizar a Bíblia (parte final)

3 – Ela não é absoluta, somente Deus é absoluto.

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, (2 Timóteo 3:16)

Até onde me recordo, existe apenas uma parte na história onde o próprio Deus escreve algo e esses são os famosos dez mandamentos, todo o resto da história apresentada na Bíblia é sempre algum ser humano que escreve em próprio punho mesmo. Isso me mostrou um fato interessante …. Deus sabe escrever.

Onde eu quero chegar com isso? Simples, se Deus quisesse deixar um texto absoluto e perfeito Ele mesmo teria escrito, afinal de contas o Todo-Poderoso não iria depender de alguém para uma tarefa dessas né? Se Ele quer, Ele faz e pronto. Pode parecer bem chocante o que eu vou dizer a seguir mas tente me entender rs, a afirmação que a Bíblia é o livro escrito pelo próprio Deus está errada!! Repito, Ele sabe escrever e poderia Ele mesmo ter escrito mas não foi assim, “Toda a Escritura é inspirada por Deus” isso quer dizer que Ele inspirou homens a escrever seus relatos de suas experiências com Deus, por isso é válida a frase que a Bíblia não é absoluta, somente Deus o é.

É justamente por isso que se faz tão necessário contextualizar o texto, pois aquilo é um relato histórico da experiência com Deus a partir da cosmo-visão de um homem e isso depende de contexto histórico e cultural do autor. Prova disso está quando Paulo, por exemplo, diz coisas que ele mesmo afirma que são opinião dele e outras que ele fala pelo Espírito ou pelo fato de Pedro parecer tão inconstante na história. Deus não muda mas as pessoas amadurecem, portanto mudam de perspectiva.

A Bíblia é toda coerente em seu contexto e mensagem geral, mas os seus relatos específicos passam pelo prisma do autor. O fato de ela ter sido inspirada por Deus para ser escrita já me garante sua veracidade e idoneidade na escrita, mas justamente por ter sido somente inspirada e não escrita pelo punho de Deus é que me parece bastante razoável que ela tenha algumas diferenças entre os evangelhos por exemplo.

Alguns ateus vivem criticando e até mesmo minando a fé de muitos ao apontar coisas do tipo se o galo cantou uma ou duas vezes depois de Pedro negar Jesus, se havia um homem, dois homens, anjo ou anjos no sepulcro de Jesus quando Maria foi visitá-lo. Ora, isto é um detalhe tão mínimo e é claro que isto depende da memória do autor para escrever então nada disso põe em descrédito as palavras da Bíblia. Qualquer um que ou acredita em absolutamente tudo ou absolutamente nada de algo está com preguiça de pensar e quer algo prontinho de bandeja.

Para resumir vou deixar algumas dicas para a próxima vez que você for ler a Bíblia:

  1. Não é um livro de biologia, se está escrito que Jonas foi engolido por um grande peixe, pode considerar que era uma baleia, ninguém da época tinha visto uma baleia mamar para dizer que não era um peixe e sim um mamífero.
  2. Tente extrair sempre a mensagem do contexto, tente pensar como os personagens pensavam, as coisas farão muito mais sentido.
  3. Entenda que a Bíblia foi inspirada por Deus para que através dela outros sejam inspirados também, se Deus usou uma mula para falar com Balaão ainda hoje Ele pode usar várias coisas para falar com você.
  4. Estude ela pois é muito importante para ter um referencial, veja ela como algo do tipo “Manual de lições aprendidas”, ela pode te livrar de várias situações ruins que você não precisaria sofrer na pele se tivesse visto algum exemplo anterior.
  5. Use ela como “régua” para julgar as coisas, se algo vai diretamente contra ela logo não é bom fazer, mas se ela não diz nada cabe a você julgar o que lhe parece bem. Lembre-se que tudo me é licito mas nem tudo convém.
  6. Não se apegue a detalhes nem perca seu tempo com discussões inúteis a respeito de quando as estrelas foram criadas ou quando o diabo entrou em Judas, isso não é importante, o importante é extrair sabedoria dela e ver o que Deus fez na vida das pessoas.
  7. Não pense que aquilo que é “gospel” tem um selo de aprovação e fora disso é profano, não tenha preguiça de pensar, às vezes o “gospel” é enganação e há coisas sábias em coisas “do mundo”. Examine de tudo e retém o que é bom (1 Tessalonicenses 5:21)

mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom.(1 Tessalonicenses 5:21)

Que Deus abençoe
Lucas Lainetti

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