Vai uma luz aí?

“A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.” Salmos 119:105

Fonte: Paulo Debs

Anúncios

No princípio eram três CDs

Engenheiro e cristão, Nelson Saba trocou o emprego por uma missão: converter o mercado a adotar o que considera a Bíblia digital definitiva.

UMA MISSÃO: Nelson Saba em seu escritório em Orlando, Flórida, e sua Bíblia digital. Ele pretende conquistar novos leitores – e compradores – do texto sagrado

O brasileiro Nelson Saba trabalhava em Nova York com amplas perspectivas de carreira no setor de tecnologia da informação, quando vislumbrou o que realmente queria fazer de sua vida. A inspiração se transformou num plano bem claro ao longo dos nove anos seguintes. Seu novo propósito exigiria que ele deixasse o emprego seguro e bem remunerado. Saba fez a transição de forma lenta, o que não significa que sua inspiração fosse menos poderosa ou ambiciosa. Ele tentaria fazer a melhor Bíblia digital do mundo. “Era o meu destino. Era o que eu estava aqui para fazer. Quando você tem uma visão assim, isso te consome”, diz o engenheiro, hoje com 52 anos, sócio e executivo-chefe da Immersion Digital, responsável pela Bíblia digital Glow.

Saba, um evangélico, manifesta sua religiosidade com a discrição e a abordagem metódica que convém a um engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que forma profissionais disputadíssimos pelas grandes empresas. Assim que pegou o diploma, começou a trabalhar no banco americano Citibank. Em 1985, foi transferido para Orlando, e de lá para Nova York. Começou a escalar os cargos a sua frente – ao mesmo tempo que pensava nos detalhes do futuro empreendimento. Em 1994, percebeu que chegara o momento de escolher um dos caminhos possíveis. Pelo mais seguro, abraçaria as responsabilidades de vice-presidente de tecnologia do banco. Pelo mais árduo, tentaria converter as massas à leitura da Bíblia digital.

Nos dois anos seguintes, trabalhou como consultor financeiro autônomo, enquanto organizava sua primeira empresa. Investiu US$ 48 mil na compra de equipamento e software e reuniu amigos programadores em torno da missão de desenvolver uma Bíblia multimídia. Naquela ocasião, não havia produto parecido no mercado, o que atrapalhava o relacionamento com potenciais parceiros e investidores. “Ninguém confiava num produto que não conhecia. No começo, era muito mais provável dar errado do que dar certo”, diz. O resultado foi a iLumina, uma Bíblia digital que vendeu 600 mil exemplares.

O bom resultado empolgou Saba. Enquanto estudava como melhorar a iLumina, ganhou uma espécie de curso doméstico sobre o comportamento das novas gerações: observava a evolução dos hábitos de leitura das filhas mais velhas, hoje com 25 e 17 anos (ele teria mais duas, hoje com 6 e 4). Em 2006, teve o impulso definitivo para tentar um novo lançamento. Numa reunião na casa de um amigo na Califórnia, conheceu um taiwanês chamado Tim Chen, a quem explicou seu projeto. Por e-mail, Tim trouxe para a conversa seu irmão, Phil Chen – também evangélico, formado em física, matem

ática pura e teologia e sobrinho do fundador do gigante de eletrônicos HTC, que faturou US$ 9,6 bilhões no ano passado (desde 2009, Phil é também diretor da companhia). Saba e Phil se conheceram na Califórnia e criaram uma nova empresa, a Immersion Digital, sem nenhuma conexão com a HTC. Phil liderou o levantamento de US$ 8 milhões com a família e outros investidores para a criação da Glow, ou Glo, como é chamada nos Estados Unidos.

O resultado foi uma Bíblia digital e interativa elogiada até por concorrentes, com jeito de enciclopédia, milhares de verbetes, mais de três horas de vídeos de alta definição, 500 imagens em 360 graus de locais sagrados e cerca de 2.400 fotos (incluindo obras de arte com temas religiosos e imagens de satélite dos locais mencionados), compactada em três CDs. O usuário pode fazer marcações e comentários e pedir ao software planos de leitura de partes específicas da Bíblia ao longo de períodos determinados. Apesar de pesada (18 Gb) e cara (US$ 90), foi aprovada pelo público americano. Desde o lançamento nos Estados Unidos, em setembro de 2009, houve 65 mil instalações do software e há uma média diária de 1.000 downloads (formato ainda não disponível no Brasil). O lançamento no Brasil, em agosto de 2010, teve resultado mais modesto, mas significativo – 8 mil unidades vendidas até o momento. Apenas para comparação, cerca de 35 mil exemplares da enciclopédia digital Barsa são vendidos em média no mesmo período. Mesmo assim, Saba mantém sob controle as expectativas com relação ao Brasil.
Por meio de um amigo, o brasileiro conheceu seu
sócio – um taiwanês cristão de uma família bilionária

Ainda é cedo para afirmar o que ele e Chen conseguirão no mercado brasileiro, embora haja alguns sinais promissores. Segundo a empresa de pesquisas Ipsos, os evangélicos, um grupo assíduo na compra de Bíblias, mostram vontade de consumir tecnologia e informação. Entre eles, a intenção de compra de eletroeletrônicos e de acesso à TV por assinatura é superior à média dos brasileiros. Também é perceptível uma tendência de crescimento da fatia mais jovem, de pessoas entre 13 e 29 anos, nos grupos que se definem como evangélicos ou católicos.

É o caso do estudante Eliel David da Silva, de 16 anos, que vive no Recife. Toda tarde, depois da escola, ele pega o notebook, deita-se na cama e começa a clicar. Entre trocas de mensagens com amigos e espiadelas na rede social Orkut, o garoto faz passeios virtuais pela Glow e diz ler os textos. “Assim eu vou vendo mapas e fotos e escolho fácil que passagem eu quero ler.” Eliel instalou o software na metade de março. Talvez enjoe logo da novidade. Mas há uma chance de que ele se torne um leitor regular e mostre aos amigos evangélicos da mesma idade aquela Bíblia movimentada. Saba e Chen não rezam por isso. Só torcem e trabalham muito para que aconteça.

NOVA GERAÇÃO: O estudante Eliel David da Silva e sua Bíblia digital instalada. Ele diz que assiste aos vídeos, vê fotos e lê os textos

Fonte: Revista Época

Só pra fazer inveja …

não é jabá rs mas eu achei mto bom nosso novo brinquedinho =)

Quem disse que os cristãos não podem julgar?

Ao longo dos meus poucos anos como cristão sempre ouvi algumas frases que me deixavam de orelha em pé. Por quê? Porque as frases eram ditas por cristãos que deveriam saber que o que eles estavam falando não era e não é o que a Bíblia ensina. As frases eram mais ou menos assim: “A Bíblia diz para não julgarmos”, “eu não julgo ninguém porque é errado fazer isso”, “não sei se devo julgar isso que está acontecendo porque quem sou eu para julgar alguma coisa”.

Essas frases geralmente são seguidas por um balançar de cabeça da pessoa que a ouve como se quisesse dizer: “é verdade o que você falou. É melhor deixarmos isso de lado e continuar a seguir o nosso caminho”. A impressão que dá é que elas são pessoas humildes e sábias. No entato, o meu alvo nessa postagem é desafiar você a pensar de forma diferente dessas pessoas e seguir o que a Bíblia diz a respeito desse assunto.

Talvez duas passagens da Bíblia sejam muito mal usados pelos cristãos e complique o nosso entendimento sobre o assunto. São elas: Mateus 7:1 e Romanos 14:13. No primeiro caso, precisamos saber que a passagem não está proibindo todo tipo de julgamento até porque os próximos ensinos do sermão do monte precisam ser praticados com a ajuda do discernimento, julgamento e o pensar sobre determinadas coisas e tomar uma decisão sobre determinados assuntos ( como saberemos quem são os cães e os porcos do verso 6 ou como saberemos quem são os falso profetas (v.15). É mais que notório que o julgamento é essencial para tomarmos uma decisão) . Antes, a passagem está proibindo aquele tipo de julgamento hipócrita, injusto e repleto de justiça própria. Romanos 14:13 está no mesmo barco, mas um pouco diferente. O julgamento proibido aqui é o julgamento sobre aquelas coisas que a Bíblia não proíbe e nem fala sobre aqueles assuntos.

Podemos pegar como exemplo uma coisa bem simples que algumas igrejas há alguns anos ensinavam. Elas diziam, não todas e nem a maioria, que era errado jogar futebol. O que a Bíblia fala sobre o assunto? Nada. Então, se não fere mais nenhum princípio da Bíblia e tampouco um mandamento, então fica a escolha de cada cristão. Nesse sentido, Rm 14:13 diz: “Portanto, deixemos de julgar uns aos outros” ( para ajudar a entender a passagem, leia também Cl 2:16). Não é uma proibição. Os grandes vacilos que cometemos ao ler a Bíblia é pensar que ela foi escrita em versículos. Não. Existem contextos. O primeiro contexto é o da passagem. O segundo é o do livro no qual o versículo está. O terceiro é o gênero do livro e o último é a Bíblia toda.

Assim como o professor que precisa apagar o quadro se quiser continuar escrevendo, agora podemos continuar com o nosso argumento, porque apagamos as idéias e as distorções do que pensávamos ser a verdade, mas que não era.

Primeiro, comecemos dizendo que Bíblia pede que julguemos a nós mesmos. Em outras palavras, que examinemos a nós mesmos ( 1 Co 11:31). Segundo, somos incentivados a fazer julgamentos de maneira justa e não motivados pela aparência das coisas e das pessoas ( Lc 12:5 e Jo 7:24). Terceiro, não devemos acreditar em tudo que as pessoas que tem o dom de profetas falam, mas devemos julgar e ver se é verdade ou não (1 Co 14:29 e 1 Ts 5:21). Quarto, devemos julgar os falsos ensinos e os falsos mestres e profetas.

Enfim, devemos ter cuidado com a palavra julgar. As vezes, ela tem um significado bem diferente do que pensamos que ela tenha, porque depende de como ela é usada e qual é o contexto. Da mesma forma quando escrevemos a palavra “manga”. Pode ser: manga da camisa, manga fruta ou o verbo mangar na terceira pessoa do singular e no presente.

Quero acabar dizendo o seguinte: talvez você ache que não é bem assim.

Tudo bem. Você tem esse direito. Mas só não posso dizer que é um bom julgamento. Ou seja, você já me julgou.

Para glória de Deus, para sua alegria e para transformação do mundo.

 Nota:
Esse texto não se trata de uma defesa de julgamentos hipócritas, desumanos, cruéis, fofoqueiros e por ai, vai. Apenas estou defendendo a verdade bíblica que devemos fazer sim julgamentos justos, corretos e saudáveis, porque isso glorifica muito a Deus.

Fonte: F. P. Mastrillo

 



Combustível

Charge de Mike Waters em Joyful’toons

%d blogueiros gostam disto: