Valor Inviolável!

Como alguns já sabem eu faço Psicologia e como estou no terceiro semestre (é, ainda falta mtoo tempo pra eu acabar!!) comecei o estágio sócio-educativo, meu grupo está indo num lar subsidiado pelo governo que cuida de crianças que os pais perderam a guarda ou estão impossibilitados de cuidar delas por algum motivo. Por enquanto só fui a uma visita, mas já foi suficiente pra eu ser tocada profundamente.

Crianças de todas as idades, carentes até o último fio de cabelo, loucas por um pouco de atenção, um pouco de carinho. Crianças que com 2 anos já sabem ir ao banheiro, e que umas as outras cuidam-se como se fossem todos pais e mães e ao mesmo tempo filhos. Crianças que com 10 meses ainda não tem um nome para chamar de seu! Perguntei a uma delas como a neném chamava e ele me respondeu: “Neném, tia”. Já outra criança ficou no meu colo me abraçando forte e de vez em quando me apertava mais forte ainda como quem diz “Cuida de mim”.

No abrigo vi crianças fortes pelo que já passaram, mas sensíveis e frágeis querendo que alguém lhes permita que vivam sua infância.

Enquanto estava lá me acabei, pulei corda, brinquei de aviãozinho, brincamos de roda, fizemos mil coisas. Mas quando sai de lá a poeira do meu coração baixou e fiquei pensando “O que seria de mim se tivesse crescido num lugar assim?Qual será o futuro desses pequeninhos? ” E isso tem ecoado dentro de mim.

E isso me fez lembrar de um versículo “Será que uma mãe pode esquecer do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você!” Isaías 49:15

Deus é infinito em amor e misericórdia, nos amou quando ainda éramos pecadores e não o reconhecíamos como Senhor, Deus cuida e se preocupa, e assim como na parábola do filho pródigo que o pai deixa seu filho ir e respeita a vontade de seu filho, Deus é assim conosco, nos ama demais, mas não entra sem ser chamado, aceita a escolha de cada um de nós, seja a escolha de ficar perto dEle ou a escolha de vivermos a nossa própria maneira.

Outra coisa que lembrei diante da situação foi um trecho do livro “Pra que serve Deus” do Philip Yancey

“Que como cristãos podemos insistir em que o valor de alguém não é determinado por sua aparência, ou sua renda, ou sua etnia, ou mesmo sua posição social, mas é antes uma dádiva sagrada e inviolável de Deus. E essa compaixão e justiça – nossa preocupação com estes “meus menores irmãos”, nas palavras de Jesus – não são valores arbitrários determinados por políticos e sociólogos, mas mandamentos santos provenientes daquele que nos criou!” pg. 188.

Com Carinho

Que Deus abençoe

Julia Lainetti

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